domingo, 23 de novembro de 2014

Confusão

Abro os olhos para ver o céu. Mas não consigo ver. Parece vários pontinhos brilhantes que confundem e me fazem esfregar os olhos. Já não sei bem que horas são. Será 8 ou 9? Pouco importa. Talvez uma xícara de café.

A casa vazia. A porta range e ecoa pelo corredor. O espelho mostra algumas olheiras profundas, mas companheiras. Cabelos desgrenhados, até que bonitos. Sorrio sem perceber, como se não houvesse dor ou vazio. O rádio sismou em tocar a nossa música. Senti saudades. Daquelas que fazem o coração sorrir e sangrar. Mas tudo bem. Eu me acostumei.

Senti vontade de comprar torta alemã. Mas hoje? Não abre a doceria da esquina. Pensei em te ligar, mas ainda era cedo. Pensei em te raptar e irmos para nosso jardim, mas choveu e você não gosta de chuva. Resolvi ficar quieta e não fazer nada. Mas o nada é triste. Então fechei os olhos e decide tentar sonhar. E sonhar era o mas perto que podia chegar de você agora.



Outras intensidades

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