domingo, 23 de novembro de 2014

E hoje eu quero o brilho das estrelas. Quero seu sorriso mais bonito. Quero descansar sobre seu peito e esquecer o mundo lá fora.

Confusão

Abro os olhos para ver o céu. Mas não consigo ver. Parece vários pontinhos brilhantes que confundem e me fazem esfregar os olhos. Já não sei bem que horas são. Será 8 ou 9? Pouco importa. Talvez uma xícara de café.

A casa vazia. A porta range e ecoa pelo corredor. O espelho mostra algumas olheiras profundas, mas companheiras. Cabelos desgrenhados, até que bonitos. Sorrio sem perceber, como se não houvesse dor ou vazio. O rádio sismou em tocar a nossa música. Senti saudades. Daquelas que fazem o coração sorrir e sangrar. Mas tudo bem. Eu me acostumei.

Senti vontade de comprar torta alemã. Mas hoje? Não abre a doceria da esquina. Pensei em te ligar, mas ainda era cedo. Pensei em te raptar e irmos para nosso jardim, mas choveu e você não gosta de chuva. Resolvi ficar quieta e não fazer nada. Mas o nada é triste. Então fechei os olhos e decide tentar sonhar. E sonhar era o mas perto que podia chegar de você agora.



terça-feira, 4 de novembro de 2014

Entre as paredes

Era tudo calmo. Tudo. Na cor gelo. E tons acizentados. Não havia mais outra cor. Nem o batom vermelho perdurava na boca de Ana. Como se nada fizesse sentido.
Era meado de outubro e o sol teimava em atravessar a janela. O corpo clamava por qualquer tipo de sombra. Mas Ana gostava do sol. Da energia. Do calor que transbordava qualquer gota de alegria.
Eram flores. Sorvetes. Músicas e fotos. Era um sentimento puro. Sem mais e com tudo mais.Era saudade.
Final de outubro já não havia mais flores. Chocolates. Bolos. E as músicas já não se ouvia. Podia ser a chuva do final de semana . Ou o sorriso de Ana que se apagou. Era só isso. Não. Não era mais.

domingo, 17 de agosto de 2014

por.hoje.preenche.

e eu já nem sei o que realmente sinto. Parece que tudo esta calmo. Como o mar depois de uma grande tempestade. E eu já nem lembro quando exatamente. Só de voltar a sorrir. De comprar uma rosa vermelha pra enfeitar a minha janela junto com as margaridas.
  Falta pouco para final do ano e um bom tempo que não escrevo. Não sou a mesma. Mas, estou bem. Me descobrindo. Desvendando um mundo que não sabia que havia em mim. Não sinto o mesmo. Não sei como agir. Só seguir em frente. Sem ter o que escrever.
E por hoje eu só quero um chocolate quente, um bom livro e bons sonhos. E por hoje me preenche.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

E fui eu...


E você me tinha em suas mãos.
Eu era quem cuidava, que se machucava para te curar.
Eu era quem chorava em silêncio a dor.
Eu era quem não olhava pro lado.
Eu era toda sua e você não percebia.
Você preferiu um momento, a uma vida inteira.
O certo pelo duvidoso.
Você pediu e eu desviei o meu olhar.
Você pediu e eu te deixei livre.
Você pediu e eu fui viver.
E agora você viu a verdade.
Será que as pessoas mudam?
o que passou não volta.
E eu pedi tanto para esquecer.
Mas as lágrimas pesam as mágoas.
Simplesmente amanheceu e eu resolvi não mas chorar.
Resolvir ter de você só o que vai ser eterno e brando.
Sem risco de sangrar.
Resolvi largar o vício de me machucar.


Ass: Patricia Thomaz



domingo, 30 de março de 2014

É necessário mais que amor...

Então ela olhou pela janela e sorriu pois o dia estava lindo. Não havia lágrimas no rosto, apesar das olheiras que perduravam em ficar, haviam pássaros e flores. As mais doces. Dançou ao som de Roberta sá, Vinícius, Caetano... E dançou e decidiu não parar. Mas sempre vinham as lembranças que ela já não queria. Não que fossem sempre tristes, mas sempre lhe faziam chorar. De alguma forma sangrava. De alguma forma ainda era mágoa que não houve perdão. Ele dizia sobre o amor, mas ela não via. E ele também não. Ela sempre esperou e defendia seu amor. Ele não esperava. Ele não conseguia ficar só. Ele se preenchia em um outro alguém para calar sua dor. E ela percebeu que o amor não bastava. Então ela fechou os olhos e decidiu deixar entrar na vida e no coração, só quem lhe estendesse a mão e não largasse mais. Resolveu então não ter mais medo de amar. Se libertar. De se entregar ao novo.



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Triângulo amoroso de Pedro

Ana ama Pedro.
Pedro ama Ana.
Luiza diz que ama Pedro.
Luiza vendeu sua alma para ganhar amor de Pedro.
Pedro procurando o amor perfeito se rendeu a Luiza.
Ana esperou por Pedro.
Pedro descobriu que sempre amou Ana.
Pedro quer que Ana esqueça o passado.
Ana não sabe se pode esquecer.
Luiza continua tentando tudo, mas ela pode prender o olhar, o corpo, mas o coração sempre foi de Ana.
Ana não aceita Pedro ter duas.
Pedro diz que as duas juntas são perfeitas.
Pedro diz que só precisa de todo cuidado.
Luiza sabe que quando ele não esta com ela esta com Ana.
Ana sabe de Luiza, porque Pedro conta tudo, até da briga no táxi.
Pedro esta triste.
Ana não quer ver Pedro triste.
Pedro sempre vai ser o seu amor.
Mas Pedro vai acabar sozinho por não seguir seu coração.
Por nunca escolher.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Não me acorde.

Não me acorde!
Não grite!
Deixa-me viver.




Era isso. Só isso. É tudo que desejo. Não importa o que aconteça. Eu e você, como diz na música, pode não ser dois. E eu quero continuar a ver o céu azul, as nuvens dançantes, um mundo colorido, rir por nada e por tudo também. Quero suas mãos entrelaçando as minhas, o aconchego em seus braços. Os lábios ardentes de paixão. Quero não acordar. Quero que fique aqui para sempre. Quero seu olhar sobre os meus e te ver sorrindo para mim. Ainda sim, que cante qualquer coisa de Vinícius de Moraes, Caetano Veloso, Marcos Valle e Chico Buarque. De  ir ver o sol se pôr e você se perde em meus olhos, só´pra ter desculpa pra voltar. E se realmente você for o sol e eu a lua. Quando nos encontrarmos. Não haverá do que se arrepender. De me fazer me amar. De querer mais e ter vontade de sorrir e me vestir com meu sorriso. Então pra que acordar se tudo esta tão bem. Pra que acordar se isso é real. Se você me faz tão bem. 


Outras intensidades

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...