terça-feira, 20 de agosto de 2013

Ele e ela [2]

Para sempre é muito forte. É muito vago também. Ninguém vive para sempre. Talvez Cassia Eller esteja certa "e o pra sempre sempre acaba ".  


Ela tinha ele. Ele tinha ela. Assim, pra sempre. Não sabiam o motivo. Mas era mais que amor. Talvez de outra vida. Havia algo que eles não sabiam explicar, mas sentiam. E sentir não era fácil. Era difícil de traduzir. Eram sempre o porto seguro um do outro. Era a calmaria da tempestade. Era confidência. Era desejo. Era doce. Era ardente. Era triste. Era feliz. Era cinza, quase vazio.
As vezes ela era menina dele. Com fita no cabelo. Com nuvens de algodão, flores na janela e um arco-iris lindo para fugirem para o mundo encantado. Outras era a mulher dele, que usava batom vermelho. Renda. Com olhar forte. Que soltava os cabelos e se deixava embalar pela condução dele e deixando as suas mãos deslizarem.
Adoravam conversar sobre os momentos juntos e sobre o que ainda vão descobrir. Lembravam da tatuagem que fizeram juntos. De ele segurando em suas mãos para não sentir dor. E do sorriso doce com um beijo no final da noite. De quando fogem juntos. De quando ele chama ela de chata e ela fica irritada. De depois fazer cosquinhas, mordidinhas no pescoço e beijinhos pra acalmar.
Ele lembra do sorriso dela. De que ama como ela dança. E fala qualquer coisa sobre o balanço do quadril dela quando anda. De como gosta de receber mensagens dela nem que seja com "oi". Que ele sente falta dela. E se pergunta onde tudo mudou e porque. E chora. E pede desculpa. Ele traiu a confiança dela. Ele repete eu te perdi. Te perdi.  Ela chora também e depois sorri. Ela perdoou. Ela ainda o ama. Mas sabe que não vai ser igual. O passado não volta. Só se pode viver o agora. Mas ela mudou. Ele mudou. Mas ele diz que vai voltar. Ela já não sabe. Sente medo ou não quer. Ele abriu uma porta e deixou um tal José entrar. Ele sabe que ele é um mané e que não serve para ela. Ela sabe que não é amor pra vida inteira, mas josé lhe rouba sorrisos. E não houve beijo ou toque nas mãos ou qualquer coisa de pele. Porque não é amor, mas pode se tornar algo parecido, não o que sente por ele. Ele disse que sente ciúmes. Ela diz que precisa de algo que a faça ficar. Ele diz que agora é difícil. Ele têm dúvidas. Ele disse que a ama e que vai voltar, mas que ela precisa provar o que sente. Ela fica em silêncio. Ficam dias sem se ver. Mas ao se verem. Correm e se abraçam e se beijam. Como nos filmes e depois da explosão de sentimentos eles voltam a querer respostas. E se perdem entre medos, o certo, o querer, o fácil, o sentir... e o tempo não espera...

mas ainda se amam.

Outras intensidades

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...