segunda-feira, 11 de março de 2013

Branda confusão




E as vezes eu sinto medo E sem quase nenhuma razão uma felicidade inquietadora. Sinto vontade de cantar e de contar ao mundo e depois me calo. Me vejo confusa e depois clara como água. Será que sou eu ou é o mundo que anda na contra mão. Eu não sei. Tudo que sei é que não adianta o quanto eu planejo Minha vida nunca segue aqueles passos. Como não? Eu tento fazer tudo certinho. Mas sabe é muito difícil viver. É muito difícil escolher.  Ser mulher. Mãe. Esposa. Amiga. Eu sei você deve estar pensando que todo mundo sabe disso. Então você sabe como as vezes você quer fugir do mundo. Mas ao contrário enfrenta tudo. Porque é nos piores momentos que encontra forças onde achava que não tinha. E você se vê fria. Cansada. Vazia , ou quase, porque no fundo você sente um amor que poderia contagiar o mundo. E você o cala. O afoga. O asfixia aos poucos. E começa caminhar mas devagar. Como se embaixo dos seus pés tivesse um um lago revestido de gelo delicado e fendido. E isso é bom. As vezes é doloroso, mas é bom. Bom porque te ensina a viver. Te ensina a ser forte. Te ensina a não cometer os mesmos erros e quase sempre começa acertar. E de repente você tem uma nova chance de fazer do seu passado um novo presente e você quer, mas sente medo. De errar. De sofrer. Mas isso é o que o amor nos causa. Porque o que é verdadeiro vive para sempre. O que não é, parece sempre incompleto. É sempre incompleto. E vai ser sempre. Você me entende. O amor verdadeiro não é egoísta. Não é competitivo. Não é destruidor. Não é violento. Não é mentiroso. É cúmplice. É amizade. O amor é muito mais... e ainda tenho muito a aprender. 

Outras intensidades

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