sábado, 27 de outubro de 2012

haaaaaaaaaallowennnnn

Halloween


Escolhi a fantasia do cisne negro para começar o halloween o que acharam?

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Dear Carol,



O sol ainda não nasceu e eu já estou com meus pés no chão, ou melhor, nem dormi. Faz alguns dias que não nos falamos e estou com tantas saudades. Odeio essa distância. Queria seu abraço agora. Sabe aquele que conforta. Os dias não tem sido ruins. Nem bom. Não sei ao certo. Acho que apenas tenho me escondido das minhas dores. Não que não machuque. Porque dói, mas é que por dias... até hoje, resolvi respirar. Mamãe diz que eu que escolhi continuar a sofrer. Será mesmo? Será que não gosto tanto assim de mim? Ou será que apenas deveria parar de escutar meu coração... Já não tenho tanta certeza. Não tenho certeza de nada.
Ontem eu vi Lucas. Ele continua com aquele olhar doce e o sorriso lindo. Ficamos conversando como antes,coisas bobas e animadas. Dessas que te tiram do chão. Lembramos dos momentos bons e rimos de outros. Então deitamos no chão cansados das brincadeiras com as crianças e de rir. Ficamos nos olhando por um tempo. Ele falou que me ama. Eu sorri, mas depois lembrei de tudo que aconteceu. E ele chorou quando disse que não acreditava que me amava. Mas no fundo eu sei que ainda me ama. Ninguém entende esse elo entre nós. As vezes nem a gente.Tem dias que parecem que nada mudou. Que ainda somos o mesmo casal apaixonado que conheceu e outros... Mas depois de tantas coisas erradas e mágoas eu me pergunto onde fica o amor. O que fazer com essa bagunça? Eu sei o que você pensa. Eu sei... 
Lembrei de você ontem. De você dançando zouk e eu aprendendo no corredor da faculdade. Quando a gente sentava no banheiro e perdia horas conversando. O clube da luluzinha. Quando tudo era mais bonito e feliz. Tudo era motivo para festa. Lembro dos brigadeiros no lanche. Ai que saudade. Fiquei lendo os        e-mails com mensagens que trocávamos. Sempre com palavras tão bonitas sobre amizade e planos. Planos... Planos? Fiquei pensando no que conquistei nos últimos anos. E pensei e pensei. Depende do ponto de vista. Para alguns não fiz nada. Para mim muito. E você? O que tem feito? Ainda gosta de chocolate?Quero te contar tanta coisa. Quero saber tanta coisa sobre você. Assim que conseguir vou fazer aquela visita que prometi.



Com muitas saudades da amiga (irmã), Paty.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012


Vai ver 
                   era só 
                                dizer a ela assim:

- Oi Moça, por favor, cuida bem de mim...

                                                                                                                                  L.H

domingo, 14 de outubro de 2012

Outra porta

foto Patricia Thomaz
Adicionar legenda


" Ela percebeu que estava
 Já na porta do elevador
 Se recusou a continuar
 Deu meia volta no corredor
Resolveu que não iria mais
Nem na rua da desilusão
Fez desse fato um ritual
Pra abrir outra porta do coração" 
[Liah]





E em meio a tanta loucura e problemas na cidade,  alguém segurou a sua mão para conhecer um mundo novo. 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Passos pela vida.


Não me lembro exatamente como começou o dia, mas lembro de cada pensamento até o seu término. Não que fosse um dia especial. Não era. Era  talvez, só mais um. Mas mudou muitos pensamentos, até além...
Era início de outubro. Chegada a primavera. Mas ainda assim as ruas tinham um tom de cinza. Os rostos rígidos, as calçadas sujas, a linha do trem, o barulho da cidade grande que não para um segundo para respirar... um pouco de tudo. Ou um pouco do nada. Faltava uma uma cor. Faltavam muitas cores. Senti saudades do portão azul. Do sofá verde na sala. Da parede que desenhei. Das flores no quintal. Das tardes em que andava de bicicleta. Das conversas no portão. Dos sorrisos pelas ruas. Saudades.
O sol queimava com toda sua força, para esquentar o dia. Minhas pernas doíam de subir a rampa gigante com pressa. Já beirava meio dia e Alice me esperava para almoçar. No mp4 tocava as mesmas músicas de sempre, mas que ainda emocionavam. O trem  se aproximava ,tinha as cores lindas, seu barulho chamava a atenção. As pessoas penduradas na porta também, mas isso já virou rotina Continuei com os passos apertados quando tomei um susto.  Alguém tentava guardar alguns jornais que estavam espalhados no chão em sua bolsa. Mas não conseguia. Começou a bater o pé ( como uma criança pirracenta) e socar para todos os lados. Veio para cima de mim. Quando notei sua mão estava perto do meu rosto. Fiquei paralisada. Meu corpo tremia, não sabia o que fazer. Aqueles olhos com raiva me encararam e se tornaram tristes. Ele abaixou sua mão e sua cabeça como se sentisse vergonha. Não se exatamente o que sentiu. Virou as costas e sentou no chão com a cabeça ainda baixa. 
Segui com os passos vacilantes e algumas lágrimas nos olhos. Não pelo susto, mas por aqueles olhos tristes. Não conseguia esquecer. Quando Alice me viu, veio correndo e me abraçou forte. Queria ficar ali pra sempre. Ela secou minhas lágrimas e segurou minha mão. Tentei ligar para Lucas, mas não consegui e isso já é outra história. Voltamos tinha que passar pelo mesmo lugar e ele continuava lá, sentado no chão. Pensei em falar com ele, mas não sabia o que. Continuei andando... De repente alguém me puxou pelo braço. Tomei outro susto. Era ele. Ele. Me pediu desculpa e disse que nunca iria me machucar. E chorou. Eu sorri e continuei a conversar com ele. Alice também. Seu nome era  Roberto e era de Minas. Lhe paguei um lanche e depois ele se despediu, agora com um sorriso, mas ainda com as marcas do cansaço da vida. 
Passei várias vezes depois por ali. Mas nunca mais vi Roberto. Nem o seu cantinho com os jornais empilhados. Dizem que ele se mudou, outros que ele morreu, outros dizem nunca terem o visto. Mas ainda sim posso ver Roberto e seu sorriso ao se despedir.

Outras intensidades

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