segunda-feira, 30 de abril de 2012

Nos outros dias.

[foto google]


Assim como se fizesse diferença
vou te escrever uma carta
que você nem vai ler.

Vou te contar sobre os meus dias
te contar que ainda sou sua
mas assim por entrelinhas. 

Vou tentar quem sabe te esquecer
Ocupar meus espaços...
e você vai ligar mantendo os laços.

Assim por caminhos tortos vai chegar o domingo
vou ouvir bem de mansinho dessa tal saudade e
das nossas coisas de amor.

Vão chegar os outros dias
onde algumas lágrimas são vacilantes
mas agora, porém, não vão haver mais domingos.

 Vou viver os outros dias...

sábado, 28 de abril de 2012

domingo, 22 de abril de 2012

Intrínseca

[foto google]




Não sei para onde foram as palavras, ou melhor, as que expliquem o que tenho sentido. Sou tantas e sou uma. Sei que a que as pessoas falam, não é exatamente eu. E que eu... eu não sei explicar. Já não são tão pesadas as lágrimas. Mas as vezes doem muito, mas não como antes. Mudou sabe.Talvez porque tenha aprendido que não adianta me esconder ou mesmo fugir do problema. Dor nos fazem crescer. E que é necessário enfrenta-lo. Tirar o sapato apertado e pisar na grama vendo as estrelas do céu e molhar os lábios com lágrimas que se transformam em doces sorrisos depois. É preciso viver. É preciso estar com os amigos e deixar pessoas entrarem. Não posso mais ficar esperando... esperando... E esperando o amanhã chegar. Tenho que viver o hoje. Já não consigo ser incompleta. Cheia de espaços vazios. Me recuso a deixar de amar e amar. Meu coração transborda sentimentos.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Um pouco de loucura.

" veio e linda me tirou pra namorar
Mas foi só um beijo que fez-me despertar " [ Gram ]

Ainda chuviscava lá fora. Como se o céu quisesse refrescar os corpos. Havia algumas nunvens, mas não impedia de ver as estrelas. O ambiente era agradável. As bocas sorriam sem medo. Havia algo de esperança. Havia aquele fio perdido de felicidade. Os cabelos balançavam, os corpos se envolviam com o ritmo da música. Mãos se entrelaçavam  e também envolviam as cinturas. Os olhos tímidos desviavam vez ou outra até verem aquele brilho e não mais se perderem. O barulho ao redor já não incomodava.  Ficavam assim, em silêncio, não sabia o que era, mas era tão bom. Sentia uma vontade louca de viver e VIVER. Como se o mundo lhe desse uma oportunidade de voar outra vez.

domingo, 15 de abril de 2012

" você já pensou em deixar tudo pra trás? e apenas correr... isso é tudo que tenho para lhe oferecer isto e as lembranças espalhadas, espalhadas pela sala..."[Astoria]

A chuva já levou as lágrimas. As que doíam. Que me marcaram para sempre. Ficou apenas a chuva fina pra refrescar . Mas é uma vez ou outra pois o sol vem me acordar todos os dias, como se quisesse me mostrar que ainda existe esperança. Mesmo que eu não consiga ver. Ainda existe. Então eu coloco em mim as cores. E vou colorindo meus dias, assim aos pouquinhos. E sem querer rio sozinha quando mesmo sem querer pinto meu nariz de um tom qualquer e tiro meus pés do chão. Nem que seja por algum segundos onde o passado não invade.
[foto google]

sábado, 14 de abril de 2012

[foto google]
A vida é repleta de escolhas. Sorrir, chorar...Eu quero usar toda sensibilidade que existe em mim. Sentir é se permetir viver.

Me mostre o que há em você. Hoje as estrelas desapareceram. Tenho medo. Me contaram que quando tudo vai perdendo brilho, é o fim.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Vazio.

 " Breathe in right away, nothing seems
To fill this place
I need this every time... " [ 3 door down ]
[foto google]


Abri minha gaveta de sentimentos. Tentei buscar algo que me fizesse sorrir. Encontrei lembranças. As mais doces e inesquecíveis. Haviam letras de músicas, papéis de bombons e cartas [ também tinha as que não enviei ], tinha um anel, pulseiras e outras coisinhas que guardei. Mas tinha também um vidro vazio e bonito.Enfeitado com fitas coloridas. Para alguns um pouco insosso. Não sabia porque estava vazio, só lembrava dos sorrisos trocados aquele dia. Olhava fixamente para o vidro. Queria preenche-lo. Assim, vazio, era muito triste. Andei pela casa procurando. Sentia falta de algo. Sentia falta. Voltei para o quarto e me sentei no chão segurando aquele vidro. Fiquei olhando para todos os sentimentos que cada objeto contia na gaveta, por menor e mais frágil que fosse. Senti saudade. Saudades de mim. Do meu sorriso meigo. Da menina que existia. E então uma lágrima escorreu pelo meu rosto. E uma a uma foi caindo. Uma sem querer caiu dentro do vidro. E resolvi então ali, em silêncio chorar minha dor e saudade. Para quem sabe aliviar. Adormeci. Quando acordei elas não estavam lá. Não estavam... Haviam evaporado. Fiquei triste, pois não adiantou. O pote continuou vazio. Mas então percebi que não foram apenas as lágrimas que haviam evaporado, mas um pouquinho da dor, da saudade.

Outras intensidades

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