quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Um novo sentimento



A quatro mãos escrevemos o roteiro para o palco de meu tempo: o meu destino e eu.


Nem sempre estamos afinados, nem sempre nos levamos a sério. [Lya Luft]
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E assim como se houvesse passado anos, depois de tanto amar, das mentiras estampadas sem muitas cores. Cores que ela não gostava, mais estavam lá. Cores que contradiziam as palavras e os beijos das manhãs,das noites. Uma dessas noites em que resolviam fugir sem ninguém pra opinar ou invejar. É, ela cansou de acreditar. Cansou de viver dias sim e dias não. Resolveu se permitir brilhar.
Sentou na ponta da cama e olhou suas coisas espalhadas pelo quarto. Tirou as sandálias sujas e se jogou na cama com o corpo exausto. Pensou em tomar banho, mas seu corpo não obedecia. As vezes parecia ter vida própria. Havia dançado a noite toda com seu vestido vermelho e os cabelos soltos que teimavam em cair sobre os olhos. Mas não era nenhum problema. Ela gostava. E como gostava de se sentir esgotada de tanta felicidade. De tanto sentir. Nem lembrou de quando ela disse adeus e deixou a parede vermelha que pintou para trás. Ou da vez que ela saiu em prantos pelas ruas pálidas depois da briga.  Lembrou apenas do " te amo" depois. E não lembrou mais. Pensou em não lembrar mais, mas já estava pensando. Não sei em que exato momento decidiu ser feliz. Mas percebeu que a vida era maravilhosa.Que importava era o pouco momento em que se sentia bem.  Se sentia completa. Pois assim do seu jeito,era feliz.


Outras intensidades

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