terça-feira, 3 de julho de 2012

Não faltam palavras




" Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta,
 continuarei a escrever. (...)
 Pensar é um ato. Sentir é um fato." [ Clarice L.]





O sol lhe acordou. Tão bonito e aconchegante. Deslizou a mão sobre a cama macia. E não quis levantar. Não quis nada. Estava cansada. Mas era um cansaço de tanto sentir. De tanto amar, ser amada [ mas sempre faltva algo], não conseguir corresponder a outros[ isso também a fazia triste] e sofrer. Sim, sofrer. Pois não queria mais sentir. E ainda sim sentia. Levantou com a preguiça de segunda e tomou um café quentinho e forte. Com pouco áçurcar também. Já se sentia doce demais. E isso é bom?. Se pergunta em meio aos seus desvaneios diários. Ainda era cedo. Sentiu uma vontade de escrever. Pensou que colocando tudo o que pensava e sentia no papel, talvez, quando fosse ler se entenderia. Subiu na velha cadeira de madeira que balançava, mas foi seu pai que tinha feito, e pegou a máquina empoeirada que ganhou quando criança em que seus escritos eram sempre sobre " Era uma vez " ou " Num reino encantado " essas coisas que já não consegue escrever. Limpou com carinho e começou a escrever. Mas passava tanta coisa pela cabeça que não conseguia colocar no papel. Ou melhor, não era bonito. Era vago. O que dizer? Sobre? Em meio a um gole e outro aparecia uma palavra com um pontuação nada convencional. Isso é escrever? Esta errado? E prestando atenção com carinho nas poucas palavras, quase nenhuma, e nas pontuações percebeu que eram apenas a representação do pouco que sentia. Que era. E o espaço enorme que estava em branco. Não era tão em branco. Era apenas o que não conhecia, ainda.

foto google

Outras intensidades

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...