segunda-feira, 7 de maio de 2012

Ana

 "Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina? Quem já conseguiu dominar o amor? "


[foto google]



O vento era frio. Parecia que iria chover. Havia algumas nuvens cinzas. E por mais que a lua estivesse linda. Não era possível vê-la em seu completo esplendor.
A música era a mais doce que se pode imaginar. Falava de amor. Lhe fazia querer chorar. Ela que tantas vezes se imaginou protagonista daquela música. Hoje não quis mais ser. Queria algo que não sabia explicar. Sentiu, não sei ao certo, um vazio.
As pessoas passavam por ela. Esbarravam, puxavam seu braço e falavam qualquer coisa que ela não queria saber. Ela parou em meio a multidão e tampou o rosto. Sentiu um vontade enorme de gritar e sair correndo mais ali era como se declarasse ser louca. E ela já não podia aguentar qualquer tipo de problema. Alguém a chamava: 
- Ana...Annnaaaa...Ana? ( segurou em seu ombro) Pensei que tinha me perdido de você.
- Desculpa, precisava me encostar um pouquinho. Estou um pouco cansada.
- O quê vamos fazer agora? Ainda esta cedo.
- Não sei... O que acha de andar um pouco pela areia enquanto decidimos.
- Ta bom
 Foram caminhando pela beira do mar falando qualquer coisa dos dias repetitivos. Fazendo planos de dias bonitos. De pôr do sol. Mãos dadas. De sonhos. Esperanças e de se deixar permitir ao novo. Dessas coisas de quem quer tentar, ao menos, ser um pouco feliz. Gargalhavam por besteiras qualquer. E nem viram a onda  chegar, molhando suas roupas e  fazendo sentir mais frio de novo. Correram e sentaram nas pedras que estavam mais a frente, tentando fugir, mas já não adiantava. Suas roupas estavam molhadas e o vento aumentava o frio que arrepiava. Se olharam e começaram a rir novamente. Dois jovens se aproximaram. Um tinha os olhos azuis o outro um cabelo negro que brilhava. Chegaram fazendo fazendo qualquer comentário da lua e de como estava bonita. Elas cumprimentaram. E sentaram falando sobre... Sobre... Ana não prestou atenção em nada. As vezes sorria com o canto da boca  para disfarçar. Não conseguia parar de olhar para o mar, as ondas se formando, o som que parecia sussurrar em seu ouvido a chamando. Aquilo parecia a acalmar. Lhe fazia muito bem. Como se ali fosse seu lugar. Seu lugar. E Ana sorriu. Mas sorriu de verdade. Então aquele de cabelo negro pegou em sua mão e disse : " - Seu sorriso é lindo. " Ela tirou sua mão cruzando os braços, o olhou e agradeceu com um sorriso. Suzy chamou: "- Então! Vamos? Eu estou morrendo de fome." Foram caminhando para a calçada, mas Ana ainda sim olhou algumas vezes para trás. Como se estivesse esquecido algo.

Outras intensidades

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