domingo, 26 de fevereiro de 2012

Desmanchar.


 Os relógios já não marcam nada
E as horas emudecem num vagão
Com gatas loucas e fantasmas
Que derramam toda a gana pelo chão
E mais alguém não secaria tanta confusão
E mais ninguém adiantaria
Porque o trem não improvisa, amor.  [ Bonifrate ]

[foto google]
Sabe as noites não tem sido longas. Apenas cansadas. Os dias tem sido quentes e frios. Tudo se desmancha. Ou melhor, tudo me desmancha.Uma música, foto, filme, sorriso e até mesmo um olhar. Ser forte... Só o que me falam, mas ninguém me ensina como ser. Nada é simples. Queria que fosse. Queria que meus escritos mudassem algo, mas não mudam. Nunca mudam. Só ficam num canto qualquer da gaveta, pasta, chão, lixeira ou quem sabe um e-mail. Muita poeira. Nada mais. Se pudesse reescrever minha história, muita coisa mudaria. E muitas palavras, datas especiais, pessoas seriam apagadas. Acho que não deixaria as coisas perfeitas, mas talvez, chegassem perto de ser. E hoje eu só queria ser algo além das lágrimas.

Outras intensidades

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