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Mostrando postagens de Novembro, 2011

Aqueles lábios vermelhos.

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Noite em claro. Os olhos ainda estavam inchados pelas lágrimas derramadas. Também chovia. Mas a tempestade vinha de dentro. Seus sonhos estavam presos. Assim como sua felicidade. Se via presa a um passado. Queria uma mudança. Queria um motivo para continuar.
O tempo não mudava e já havia derramado a última gota da garrafa de vinho. Suas lágrimas cessaram por um instante.Como se uma raiva invadisse sua alma e a tornasse fria. Mas por inteiro. Pegou uma caixa estampada com as fotos amareladas do verão passado e espalhou pelo chão. Pisou. Dançou. Riu bem alto. Se jogou de joelhos. Deitou sobre elas e lembrou do céu azul, o mar, os dois... e as lágrimas brotaram novamente. Pegou correndo o isqueiro e acendeu. Ficou por alguns segundos olhando aquela chama que realçava as lágrimas que borravam o lápis preto dos olhos. Pegou um papel vermelho dobrado em várias partes e começou a queimar. Não quis saber o que era. E assim foi queimando cada recordação. Cada uma que lhe fazia rir e depois ch…

Coisas de Aline

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Acordou como de costume e foi fazer o café. Sentou em seu sofá verde e pensou em mudar a cor das paredes enquanto escutava pearl jam, magic numbers, e etc... O sol já iluminava metade da sua sala. Pensou em tudo que havia  vivido ali e tudo o que ainda viveria. Pensou nos erros [ e como errou ].
Aos poucos as pessoas acordavam e a casa perdia o silêncio que ela já não gostava. Tirou a camisola rosa transparente. Desabotoou o sutiã de renda e jogou sobre a cama. Tomou aquele banho demorado que adorava. Abriu o armário para escolher uma roupa leve. O dia estava quente. Pensou em durante a tarde ir na praia. Ela amava ficar olhando as ondas do mar. Mas não iria mergulhar. Pois tinha medo de não voltar. Não podia ir embora agora.
O relógio já avisava que ia ficando tarde, mas ela não ligava. O dia era pequeno para tudo o que queria fazer. E o que não fizesse hoje, faria sem falta amanhã. Se jogou na cama. E rio bem alto e sem medo. E descobriu que não era só sua roupa que estava leve. El…

Diário de Bianca

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" Tua flor me deu alguém pra amar..."   (A flor -Los Hermanos)


Descobriu o brilho das estrelas, quando não havia esperança. Viu um mundo novo ou apenas, agora, diferente aos seus olhos.

Bianca pegou seu diário e deitou sobre suas lembranças. Estava longe de tudo e todos. E se ver sobre as nuvens a fez sorrir. Sentiu como se tivesse asas. Fechou os olhos e aquele frio na barriga não passava. Não passava. Mas era bom. Era como se algo de alegria invadisse  seu corpo. E já não sentia aquele vazio que conseguia, ás vezes, ocultar.
O sol estava com um tom alaranjado e o céu não era todo azul. Tinha uma cor de... de... vida. Sim foi isso que ela disse em voz alta. Ao lado alguém beijou seu ombro e segurou forte sua mão. Bia não olhou. Não conseguia desviar seu olhar. Depois de muito tempo, aquela imagem a fez se sentir completa.
Cruzou suas pernas sobre a poltrona e abriu novamente aquele diário. Folheando as páginas, deixou cair uma rosa.  Ela estava ali dentro a anos. Lucas pego…

Ela só queria que o tempo parasse.

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" Take me out tonight
Oh take me anywhere
I don't care " [ the smiths ]

  Não queria que no caminho houvesse tantas curvas. E também não queria se perder dele, como tem acontecido. Dias sim e dias não. Mas sabe, as vezes é necessário as mudanças. E isso doía. Ainda doía. Não conseguia tirar da cabeça aquele " Eu te amo para sempre " da semana passada. Estavam felizes e sóbrios. Era um dia comum, mas não pra ela. Ele em seus braços.Os corpos suados. Foi especial. Intenso.
 Lembrou das tardes chuvosas. Dos sorrisos na sala. Do sorvete de menta e da lasanha também. Das músicas altas, dos sussurros pela madrugada. Daquele bombom que ama e que ainda guarda a embalagem na gaveta. Do blusão quadriculado[ que usou ontem para dormir]. Do seu cabelo desarrumado e dos lençóis no chão. De dançar pelas ruas e tomar banho de chuva. Das brigas. Mas da reconciliação minutos depois. De lhe pegar no colo no mercado. De serem acordados pela " au au maluquinha"[sentiu sa…

Algo a mais.

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" Então, de repente, sem pretender, respirou fundo e pensou que era bom viver. Mesmo que as partidas doessem, e que a cada dia fosse necessário adotar uma nova maneira de agir e de pensar, descobrindo-a inútil no dia seguinte - mesmo assim era bom viver. Não era fácil, nem agradável. Mas ainda assim era bom. Tinha quase certeza. " [Caio F. Abreu]




Sabe as mudanças vem acontecendo aos poucos. Bem aqui do lado de dentro. Aquele que você conhece bem. Mas sabe não ando tão triste. E lembro de como sorrir me faz bem. Me faz leve. Descobri que tenho que dar valor para aqueles que são importantes. Os problemas chegam, os dias passam. Ainda chove aqui dentro, mais depois o sol nasce aos pouquinhos. Assim, como se me abraçasse. E o que fica, são aquelas doces lembranças.

Não foi preciso usar as palavras.

A gente sorri. E até finge que esta bem. Quando as lágrimas começam a querer se revelar.

 Naquele  lugar movimentado onde as pessoas se viam, mas não se cumprimentavam. A chuva escorria pelo asfalto sujo. As pessoas corriam para se esconder. Na esquina alguns tomavam café com pouca áçucar. Outros fingiam comprar jornal. Os vidros das casas e carros estavam embassados. Mia esperava que a chuva cessasse. Mas no fundo ela nem pensava nisso. Já era tarde. O telhado ainda fazia barulho com a chuva. Da varanda via as casas belas que a rodeavam e imaginou quão felizes seriam aquelas pessoas. O vento desarrumou seu cabelo. Sentiu frio. Sentiu medo. Não pela chuva, mas pelo que viria depois. Seu telefone tocou. Lucas perguntava porque  ela não havia ligado. Ela só disse -  depois eu te ligo, me desculpa. - Não queria falar. Pois suas lágrimas já transbordavam só em pensar.
O quarto estava em silêncio. Aquelas paredes pintadas de azul lhe traziam paz. Se sentia bem. Mas sabia que iria ter fim. …