segunda-feira, 31 de outubro de 2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Lápis colorido

 Seus olhos estavam cansados, como seu corpo. Mas um sorriso nasceu. Vivera um sonho. Sim. Tudo havia sido perfeito. Sorrisos. Passos. Mãos. Abraços. Novos laços. As vezes não é necessário toques ou palavras. Apenas olhares.
Os dias passaram rápidos. Nunca foram tão rápidos. Mas também os dias têm sido coloridos. Nem mesmo as palavras duras que ouvira, roubaram as cores. Era tudo tão simples. Como as brincadeiras na escada, as imitações, as caminhadas descontraídas... Simplesmente vivia. E naqueles, conseguia esquecer toda dor. Como uma cura para as cicatrizes cravadas em seu peito. Havia um brilho a mais ultimamente. As vezes se preocupava com esse brilho repentino, mas enfim percebeu que só estava se permitindo se levantar do tombo que havia sofrido. Queria tirar os pés do chão novamente. Queria as tardes de sol, as flores na janela, o céu azul, a leveza do vento...Respirar, entende?
O medo era pequeno comparado ao universo de descobertas. Simplesmente a pegou pelas mãos e a fez forte, quando nada mais era bonito. Quando seus lápis não tinham cores. Estavam gastos. Existem pessoas que fazem bem, só pelo fato de estar ao lado. Você entende? Hoje não vai haver conversas soltas. Nem vai contar sobre o filme novo que assistiu. Mas sabe estava tão bem hoje. Estava feliz. Não se sentia assim fazia tempo. Leve. Algumas lágrimas escaparam e você bem sabia o motivo. Mas passou.  E já sabia o que iria lhe falar . Então pediu que quando a visse, não falasse nada. Só sorri. Porque estava bem. E estaria sorrindo também. Do mesmo jeito que da última vez.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Senti uma vontade de te contar.

Hoje senti uma saudade. Não sei ao certo. Não sei. O dia estava lindo. Meus cabelos agora curtos acariciavam meus ombros. Fiquei tão bonita. Sabe daquele jeito leve e doce. Os passos eram alegres. Entre uma e outra ligação um vento frio me arrepiou. Como se quisesse me levar para aquelas tardes sombrias de novo. Lembrei do seu sorriso. De você me colocando no colo. Dos olhares. Pois as vezes não haviam toques ,nem mãos dadas... o que havia era mais profundo. Era uma cumplicidade. Felicidade. Sim. Eu me sinto bem ao seu lado. Assim, me chamando atenção e brincando também. Eu nem devia te falar essas coisas, mas hoje eu senti uma vontade enorme de te contar um pouquinho do que ta passando aqui dentro. Eu nem sei ao certo o que é. Só sei que a culpa é sua. E quando eu te encontrar hoje, vou te abraçar bem forte. E depois de ouvir tudo em silêncio:
- Então vem rápido. Que eu quero ver o seu sorriso e olhar em seus olhos, te ouvindo repetir cada palavra.

sábado, 22 de outubro de 2011

Deixa eu cuidar de você

" Olha, da primeira vez que eu estive aqui
Foi pra me distrair... Olha, foi então que eu te conheci
Naquela noite fria
Nos seus braços os problemas esqueci. "

Sempre achava que podia acordar e fazer tudo diferente. Mas dessa vez não pode fazer nada. Sentia uma dor que a sufocava como se apunhalassem seu coração com um punhal. Como se sua vida fosse roubada. Sua vontade de viver. Já não importava se seria feliz para sempre ou triste para sempre.
Trancou suas lágrimas [como de costume]. Acorrentou o coração para que não batesse mais. Contornou seu olhos com lápis preto, como se quisesse matar as cores do mundo. Prendeu o cabelo com as mãos e cortou com a navalha e ainda sim eles caíam sobre seu rosto. Pensou por breve segundos cortar os pulsos como fizera aquela outra, mas era fácil demais. Julgo ser para os fracos. E ela tinha responsabilidades.
Seguiu pelas ruas vazias. E o silêncio gritava. Passos marcados. Nada de leve e nem doce. Só havia o peso dos olhos inchados e baixos que cortavam as ruas. Respirou fundo várias vezes , como se buscasse em si um pouco daquela felicidade que sentiu. O pouco que sobrou. Pessoas, abraços apertados, sorrisos...Estava cercada deles. Até sorriu por alguns momentos também. Aqueles homens queriam sua doçura, que ela estava perdendo. Queria outro corpo. Um que não pesasse nada, pois o seu doía demais.
Seus pés deslizavam pelo chão. Os quadril marcava o compasso da música. A roupa colada marcava suas curvas já molhada de suor. A música ao fundo mudou e seus pés vacilaram levando seu corpo ao chão. Todos a olhavam e pareciam preocupados se havia se machucado. Sim. Ela havia se machucado, mas não seu corpo, mas sua alma. As lágrimas se libertaram. Ninguém entendia o que realmente se passava. João a abraçou como se quisesse roubar sua dor. Vanessa segurou sua mão e disse qualquer coisa sobre que ele não merecia aquelas lágrimas. E uma confusão de olhares, perguntas e música a enlouqueciam. João a pegou pela cintura e a levou para andar. Estava tão frio e era tão alto, que reparou que quase podia alcançar o céu. Ela queria ver as estrelas, como amava aquele brilho. Ficou tonta. João sentou ao seu lado e ela deitou em seu ombro. Ele sorriu e disse: " nem quero imaginar você bêbada". Ela também sorriu e olhou aquele sorriso bonito. Ele notou que as lágrimas voltaram a cair novamente e segurou em seu rosto e secou as lágrimas acariciando seu rosto. Ela segurou a mão dele e levantou-se. Ele segurou-a pela mão e disse olhando em seu olhos: " Só deixa eu cuidar de você... um dia de cada vez. Deixa eu te mostrar as estrelas que moram no seu olhar. "


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A tempestade vai passando. E cada gota, se desfaz um pouquinho das coisas ruins. Precisava mesmo lavar a alma. Para que tudo fosse mas bonito. Não que tudo houvesse passado. E não passou. Mas vou desobedecer toda a tristeza que me causaram. Não quero me acostumar com toda essa bagunça.
                                                                      [foto google]

Os sonhos...

 vão invadindo as noites. Vão me trazendo sorrisos. E não foi preciso mudar. As pessoas vão ficando pelo caminho. Levam um pouco de mim. E nem quero de volta. Quero que guardem com carinho. Mas o que realmente importa fica. Fica como tatuagem.Não sai. Percebi que tudo que se baseia em mentiras, mata aos poucos. E você vai morrendo e não haverá nada bonito e nem ninguém para segurar sua mão. Os dias não são sempre iguais. Tem sido até um pouco doce. Começo ver as cores e o pôr do sol. Sorrisos e abraços eternos. Algo em mim gritou pedindo um pouco de felicidade.Acho que acordei assim, diferente.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Ela e Ele

O sol não era tão forte lá fora. E na sala não havia conversas, não havia risadas, não havia. Isso não era o que queria. Precisava daquela conversa, das risadas soltas. Isso a tornava um pouco mais forte. E era o que precisava ser. E as vezes conseguia. Todo mundo a observava e estavam preocupados. Ela não escutava mais música. Não via os filmes de amor. Nem andava pela casa lendo seus livros de amor ou dançando alguns passos que lhe faziam quase voar. Não era mais ela. Ela estava se perdendo. Ela deixou tudo de bonito ir embora. Nem a primavera que tanto gostava fazia seus olhos brilharem.
Agora trocou as palavras doces por palavras frias. Ela que odiava essas leis. Gostava da liberdade. Como gostava. Pensou um dia ser como a borboleta. Mas quando tentou cortaram suas asas. E a fizeram morrer. Não dormia. E quando o fazia era o cansaço. Só conseguia sentir o peso e as horas felizes que tinha e os poucos sorrisos que nasciam em seus lábios eram desfeitos em meio as lágrimas.
Não foi fácil chegar até aqui. Nem aguentar o peso sozinha. E mesmo quando pedia ajuda era assim, sozinha. Ela chorava sozinha também. E as tardes de domingo que eram tão bonitos em família. Era um sonho. Onde vivia um amor. Onde vive um amor. E ele chegou apagando a luz e acalmando seu coração. Pedia para esquecer e só pensar naquele momento. Porque era o que importava.Pediu colo. E a mantia segura também. A menina de bicicleta rosa sorria e sonhava. A pedia para não ir embora. Pedia também desculpas pelos erros. Que queria tentar ser feliz, mas cada vez mais via que não conseguia.Os erros o faziam feliz na hora, mas depois era um peso. É tão difícil formar um lar. Só haviam contado a ela que o amor era uma fantasia. E nas noites em que não conseguia dormir tentava escrever contos de fadas para as meninas e contava quando conseguia. Alguém com olhos doces lhe disse que linda borboleta iria brilhar. E a pediu para deixar mostrar que ainda existe cores no arco-íris. Mas ela havia perdido o pincel e as cores. Tudo que lhe restava era o preto e branco , há e o cinza. Só havia as responsabilidades. Era o que importava. Sua alegria não importava, mas das suas menininhas sim. Sabe ele chegou tão bonito. Ela estava cinza. Ele sentia saudades e ela também. Os corpos logo se reconheciam e se encaixavam. Mas ela queria mais. Queria uma certeza. Ainda estava doendo. E ele nem sabia. Ele havia fugido da realidade. E ela soltou o cabelo para que ele não visse as lágrimas que escapavam vez em quando[sempre]. Ele viu e ela contou um pouco do que sentia e do que acontecia. Ela o fez chorar. E ela chorou.Mesmo não querendo que tudo fosse assim.Silêncio. E aos poucos logo os olhares se cruzavam e os toques eram doces. Beijo doce e outros, outros... Ele voltava agora para a rotina da semana. Ela também. E eles? Ninguém entende, as vezes nem eles. Mas sentem.

domingo, 9 de outubro de 2011

"Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais" [ Los hermanos ]


Hoje não deixo nada além de sorrisos entrar...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Nada além

A vida vai passando e eu queria tanto não existir. Mas isso não posso sequer pensar. Sei dos meus erros e queria não tê-los feito. Mas sei dos poucos acertos também. Ouvi cada palavra da sua boca. As bonitas e as que me cortaram profundamente. Não me peça mais desculpas se vai fazer de novo. E eu acredito em cada palavra sua. Em cada beijo. Cada toque. Ontem senti vontade de ir como as pétalas soltas ao vento.E padecer. Sem destino algum. Que algo de breve me levasse. Já não tenho fé. O pouco que sobrou me roubaram e meu corpo esse me pesa a responsabilidade. Não queria ter que tê-la. E com passos apressados vou em busca de uma tal "rara felicidade". Não tenho planos e nem quero tê-los. Estou presa num labirinto escuro e estreito com  paredes envolvidas até o chão com plantas venenosas. E cada passo é sem volta e pesa toda dor. De quem mais amo aos pouquíssimos "inimigos". E tudo que sinto é que vou morrendo em cada palavra, falsas promesas, atitudes... vou morrendo... e me resta esses papéis e um lápis, que não mudam nada. Nada além de preencher essas páginas em branco.



Outras intensidades

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