quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Tem lembranças que nunca param de doer.

 Já havia perdido a noção da hora. Nem importava se iriam reclamar de não ter avisado onde estava. Estava cansada. Só queria se distrair um pouco.Quem sabe sorrir? Talvez as duas doses de uísque ajudasse - pensou.
Algumas luzes do corredor haviam queimado, mas ainda sim conseguia ver sua maquiagem borrada no espelho da recepção. Seu corpo parecia leve, mas seus passos já não eram. Ela tentou não fazer barulho com o salto. Entrou no elevador e sentou um pouco para repousar suas pernas tremulas. Tem que ser muito forte. Lutar. Só que... vez em quando vem aquelas lembranças soltas. Sabe, já não tinha forças. Não mais. Ela realmente queria alguém ou algo  que lhe fizesse sorrir. Sem ter que forçar. Sem ter que esconder as lágrimas que transbordavam [quase sempre]. Mas querer já não resolvia. E fugir também não.
A casa dormia ou quase, já que seu gato a observava. Aqueles olhos amarelos. Em seu quarto os papéis permaneciam espalhados pelo chão. Desejou com tanta força gritar. Tudo ali a sufocava. Os livros de romance e literatura, as fotos na parede ou mesmo no seu antigo diário, o cheiro no travesseiro, os filmes de amor e aquelas músicas. Tudo a sua volta. Precisava respirar. Debruçada na janela tentou lembrar de tudo que lhe fazia bem, mas elas também lhe traziam saudades [logo algumas lágrimas]. Já havia amanhecido. Sua mãe fazia o café. O pai reclamava que não encontrava a blusa que queria ou algo parecido. Sarah continuava na janela vendo a agitação da cidade e como queria não estar ali. Colocou algumas coisas que gostava na mochila. Tomou um gole de café com torradas. Comeu também alguns morangos[ ela adorava morango].Sua mãe a observava. Percebeu os olhos inchados e o lápis borrado nos olhos.
- Filha você esta bem?
- Sim... Não, mas vou ficar...vou ficar. Só preciso de uns dias, para que esgotem minhas lágrimas.
- Sabe. As vezes elas não cessam, filha. Tem lembranças que nunca param de doer, apenas vão perdendo a intensidade.
foto google

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Cor ?

  As vezes minhas                         
                               palavras bonitas 
                                              lhe fazem sorrir e outras, 
                                                                               parecem nem importar nesse mundo sem cores.
                                                              Me perco em pensamentos e sempre 
                               fica um monte de rabiscos.
                             Uma frase sem vírgula,
               sem reticências e nem
        pontos finais, apenas
      palavras invisíveis. Sem
                                                          

                                                         cor.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Eu vi.

Ontem ele me olhou com aquele olhar doce. Estava tão fraca, que não sei se eram as estrelas que refletiam em seus olhos ou se também estava com vontade de chorar.Você não percebeu, mas eu te vi bem mais. Mas do que todas as vezes que disse o que sentia por mim. Vi sua cara feia quando chorei ao telefone. Quando me joguei na cama e pedi para me deixar sozinha. Da sua insistência para me distrair. De simplesmente só querer sentar  ao meu lado e ouvir minhas lamurias. De sentir minha falta e sorrir quando se quer chorar. Eu vi o amor. Vi.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

ya no era.





























Las palabras resbalón de los labios, como las lágrimas de amor. Control de los desejos.Caminho lentamente. Ritmo acelerado. Grito en el silêncio.Choro. Me doy por vencido antes incluso de intentar seguir. Me encuentro encadenado a una roca. No puedo dejar este camino y siempre terminan dando vueltas y voltas.Talvez no todo el mundo. Tal vez hay algo más. Acaba de morir. Un rastro de la locura en sí mismo y el grito más para la salvación, cuanto más corre, pero se perdió, no lo era. ¿O fue una pesadilla Nataly. No lo era.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Essa noite.

 [foto google]


Não olhava as estrelas, mas sentia a lua brilhante no céu. A noite era escura. Os olhos estavam cansados do domingo de sol. Jogados no sofá. Alguém dormia no quarto. Não era tão tarde. Na tv alguém se transformava em boneco de neve. O sono chegava devagar. Assim como a brisa que invadia a sala. Sonhava em cores quando conseguia, pra esquecer ou lembrar alguém. Mas essa noite não era preciso. Estavam ali. Abraçados.Quase não haviam mais segredos.O que se perdeu ficou no passado e o vento levou  em cinzas. As lágrimas se desmancharam em meio a tempestades. Agora a noite já não é tão escura. E o sol já vai nascer. Nos despertando. Nos envolvendo de cores.

Outras intensidades

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