sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Coisas de Aline


Acordou como de costume e foi fazer o café. Sentou em seu sofá verde e pensou em mudar a cor das paredes enquanto escutava pearl jam, magic numbers, e etc... O sol já iluminava metade da sua sala. Pensou em tudo que havia  vivido ali e tudo o que ainda viveria. Pensou nos erros [ e como errou ].
Aos poucos as pessoas acordavam e a casa perdia o silêncio que ela já não gostava. Tirou a camisola rosa transparente. Desabotoou o sutiã de renda e jogou sobre a cama. Tomou aquele banho demorado que adorava. Abriu o armário para escolher uma roupa leve. O dia estava quente. Pensou em durante a tarde ir na praia. Ela amava ficar olhando as ondas do mar. Mas não iria mergulhar. Pois tinha medo de não voltar. Não podia ir embora agora.
O relógio já avisava que ia ficando tarde, mas ela não ligava. O dia era pequeno para tudo o que queria fazer. E o que não fizesse hoje, faria sem falta amanhã. Se jogou na cama. E rio bem alto e sem medo. E descobriu que não era só sua roupa que estava leve. Ela também estava. E sentiu um frio na barriga. Mas era bom. Era muito bom. Recordou dos sorrisos  e palavras soltas de ontem. Mas também lembrou das tristezas, falsas promessas e não chorou. Não havia lágrimas. Havia algo pior. Havia raiva. E gritou. Pois não ia permitir que aquele fantasma lhe assustasse novamente. Tentou ver de outra maneira. E se deu conta que não era mais criança, mas dentro dela ainda havia uma menina sonhadora. Sua parede não era mais cinza. E podia agora pintar da cor que quisesse. Mas com certeza iriam haver flores, as mas alegres e coloridas.

Outras intensidades

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