sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Lápis colorido

 Seus olhos estavam cansados, como seu corpo. Mas um sorriso nasceu. Vivera um sonho. Sim. Tudo havia sido perfeito. Sorrisos. Passos. Mãos. Abraços. Novos laços. As vezes não é necessário toques ou palavras. Apenas olhares.
Os dias passaram rápidos. Nunca foram tão rápidos. Mas também os dias têm sido coloridos. Nem mesmo as palavras duras que ouvira, roubaram as cores. Era tudo tão simples. Como as brincadeiras na escada, as imitações, as caminhadas descontraídas... Simplesmente vivia. E naqueles, conseguia esquecer toda dor. Como uma cura para as cicatrizes cravadas em seu peito. Havia um brilho a mais ultimamente. As vezes se preocupava com esse brilho repentino, mas enfim percebeu que só estava se permitindo se levantar do tombo que havia sofrido. Queria tirar os pés do chão novamente. Queria as tardes de sol, as flores na janela, o céu azul, a leveza do vento...Respirar, entende?
O medo era pequeno comparado ao universo de descobertas. Simplesmente a pegou pelas mãos e a fez forte, quando nada mais era bonito. Quando seus lápis não tinham cores. Estavam gastos. Existem pessoas que fazem bem, só pelo fato de estar ao lado. Você entende? Hoje não vai haver conversas soltas. Nem vai contar sobre o filme novo que assistiu. Mas sabe estava tão bem hoje. Estava feliz. Não se sentia assim fazia tempo. Leve. Algumas lágrimas escaparam e você bem sabia o motivo. Mas passou.  E já sabia o que iria lhe falar . Então pediu que quando a visse, não falasse nada. Só sorri. Porque estava bem. E estaria sorrindo também. Do mesmo jeito que da última vez.

Outras intensidades

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