terça-feira, 13 de setembro de 2011

Se amanhã eu não acordar...

Carta para Amanda.







" Amanda,

 Gostaria de te contar. Apenas te contar. Eu sei que você vai demorar a entender minhas palavras nessas linhas tortas. Mas quero que saiba o quanto você é importante. E jamais deixe que alguém lhe conte ao contrário.
Tudo começou numa tarde de outono. Eu me sentia como as folhas caidas no chão. Quando descobri pela primeira vez que você estava em mim. Sim, eu te sentia. Senti medo. Me desesperei. Doeu. Fiquei perdida.  Estava no momento mais doloroso da minha vida. Ah! Filha. Todo mundo me julgou. Queria morrer. Sim. Isso é horrível, mas como poderia lhe fazer bem se minha vida se resumia a ficar num quarto deitada e tomando vários remédios. Sozinha. Era assim que me sentia.
O médico falou que nós corriamos risco de vida. Tive anjos da guarda que me ajudaram a ficar bem e me distrair. Mas ficar presa a uma cama, não é fácil. Todos os dias eu chorava e perguntava a Deus, Por que eu? Por que agora? Só me falavam que você era meu anjo. Para ter calma. Que toda dor iria passar. Passar?
Os meses se passaram e eu te sentia cada vez mais, te amava cada vez  mais. Quando triste. Pegava a roupinha que havia comprado para você e abraçava. Rezava para o anjinho da guarda me dar forças e pedi que você não senti-se minha tristeza. Não queria que fosse triste. Todos os dias eu cantava para você e lhe fazia carinho. Meu anjinho! Eu te amo muito.
Chegou o grande dia minha flor. Sua madrinha esta segurando minha mão. Estou com tanto medo. Quero tanto ver seu rostinho. Quero tanto te ter em meus braços. Sinto tanta dor. Frio. Estou rezando neste momento. Estou pedindo a Deus que você seja feliz. Que minha felicidade se torne sua. Que me permita lhe ver crescer.  Filha, quero que compartilhe suas alegrias a cada momento e não fique triste por pensar em mim. Eu estou feliz porque tenho você. Sempre estarei com você. Sempre.Te amo sempre, sua mãezinha. "


Esta carta foi escrita por uma mãe para sua querida filhinha. As duas corriam risco de vida. Sim.  Ela queria que sua filha soubesse o quanto a amava, se algo desse errado. Mas hoje elas estão juntas e andam de mãos dadas pelas ruas. As duas. Sua felicidade se resume a Amanda. E quando esta triste basta ver os olhinhos brilhantes de Amanda, pois ali se encontra toda a sua felicidade. E não existe amor maior. 

Outras intensidades

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