segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Feito cinzas

Chega assim, meio sem chão. Tinha um sabor salgado nos lábios ainda molhados. Tinha medo. Perder? Sofrer? Não sei. Talvez só o medo de ser só.  Têm andado pelas ruas com os olhos baixos e tentando inventar amores. Sente vazio. Busca por ombros macios e sorrisos que lhe faça esquecer os problemas. Pelo menos pelas noites ou quando a solidão lhe consome. Quando só, chora. Então se enfeita com as Flores. Uma de cada lado. Dias diferentes. Doces e sonhadoras. Personalidades diferente, ou quase, quem sabe? Tem dias bonitos e outros não. Vai se desmanchando como as cinzas no asfalto. E vive de sonhos. Ilusões. E você vai me perguntar qual é o problema? Nenhum. Até começar a usar como fuga da realidade e deixar as responsabilidades de lado. Os problemas vão se acumulando e vai tornando seu mundo em mentiras. Só mentiras. Menti no trabalho, amigos, mãe, pai... qualquer um. Então a vida lhe da um chute na boca do estômago e o ar some. A verdade aparece suave como uma brisa. Apenas começa suave. As pessoas que importam vão embora e resta a solidão. Não existirá nada de bonito mais. Nada de importante. Nada. Não haverá nada.

Outras intensidades

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