terça-feira, 20 de setembro de 2011

ao vento

[Eu só queria ter você no coração
Sem ter toda essa tristeza
Em que pese ser amor
Nunca temos a certeza
De que estamos sós, até o fim
] Maglore

O sol já vai desmanchando por trás das montanhas e o vento frio que passa anuncia que as lágrimas já vão brotar. As pétalas das rosas vão caindo sobre o chão e aos poucos tudo vai morrendo e seus pés sobre o macio vermelho quase faz sentir as nuvens. Mas não hoje. Não naquele momento. Queria se reinventar. Se transformar em algo mais bonito e resolveu trancar tudo que ficava dentro do coração e não mais sentir nada. Só sonhar e contar as estrelas mais brilhantes do céu. Se permitir ao novo e o destino que já lhe era distante. Resolveu não ser triste outra vez. Tentou e quase conseguiu. Mas aquele vento, justo aquele vento friozinho que acariciou seu rosto e fez-se sorrir, também trouxe as lágrimas. Tudo têm sua hora e agora era hora de mostrar suas fraquezas e sangrar.  E pensou contar ao vento o que pensava e tudo o que sentia e o abraçou bem forte. Mas acho que ele não ouviu ou não entendeu. Mas parecia que sim. Não era tão triste. E pensou por um momento que não era tão só aquele peso da responsabilidade que tinha de não pensar em si. Mas parece que foi só mais um monte de palavras soltas ao vento. E agora só pede para o vento ir e que só volte se for para lhe ouvir e lhe dar as mãos para criarem sorrisos como os das tardes de verão. Que seus olhos se perderam na escuridão e até o mundo não lhe quer mais.

Outras intensidades

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