segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Efusões

Se sente só, mas sabe que não esta. É apenas mais uma alma a vagar triste pelo mundo. Que perdeu a vontade de viver, que sangra por dentro, mas chora alegria na face que se oculta, para que sua verdadeira alma não transpareça dor.
Sente sua felicidade escorrer pela veia como a água que escorre pela torneira e que por mais que se tente não desperdiçar, uma quantidade significativa se vai. E não volta. Pena, não ser tão transparente como a água.
Apesar de saber o certo, queria algo mais. Algo que não fosse rotina. Gostava do que era diferente. Mas também sabia que podia perder os únicos fios de felicidade que tinha. Não sabia dar nome ao que sentia. Escutava músicas bonitas que falavam algo sobre amor e quase sempre cantava e como cantava bem, mas sempre quando triste.
Contava os dias e como queria que passasse depressa, para quem sabe, chegarem os dias bons e quando tinha não era completo. Sempre faltava uma parte um lado que não podia ter hoje. E assim seguia com os dias ao meio e as cores até se misturavam em cinza, vermelho , azul... E quando se dava conta havia bebido além da conta e contou para alguém do lado que estava cansado de amores, mas no dia seguinte não conseguia ser só. A solidão doía demais. E assim criava seu mundo e se perdia do real. Até ser realmente só. E então transbordava.

Outras intensidades

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