sábado, 30 de julho de 2011

As vezes pesa...

Fecho os olhos e seco as lágrimas. Fecho as janelas e a porta. Não quero ver o vento hoje. Nem amanhã. Sim, quero colocar os pés no chão e fazer minhas escolhas. Se é pra viver, ao menos vamos fazer o melhor. Vamos Tornar mais divertido. Colocar um ponto final nas dores, incertezas e lamurias. Tão pouco vou voar com as lembranças ruins. Vou fazer careta como uma menina malcriada e virar de frente para meu futuro. Você entende? Acho que sim, não é? Como ser feliz com problemas pendurados em suas asas? As vezes é tão pesado que acabo me arranhando em alguns galhos secos. Não quero mais. Vou colocar um fim em tudo que me atrasa. Que me pesa. Que me maltrata. As vezes acho que não gosto de mim. Preciso fazer aquela faxina. É que fugi tantas vezes com o vento que na volta nunca desatei os nós das trouxas que ficaram pelo caminho. Nem mesmo tirei o pó dos móveis ou as teias de aranha nas paredes. Até meu caderno  esta empoeirado e com as páginas amareladas[eu até gosto].Queria que soubesse da minha alegria. Sim. Mora no meu peito uma chama que queima. Não sou sempre triste. Não sou. Tenho uma ternura toda minha como a esperança de menina. Uma menina cheia de sonhos. Que quer se reinventar. Fazer o melhor que pode ser todos os dias, mesmo colocando os pés no chão.

Outras intensidades

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