quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Balbúrdia qualquer.


Senta aqui. Me escuta só um pouquinho. E me perdoe as palavras que virão a seguir, mas aqui esta uma bagunça e tanto. Me ajuda a ver onde que tudo começou. Eu não me lembro muito bem. Não desvie seu olhar. Eu já não quero não entender o que se passa aqui. Entre o um e o dois e  vice e versa.
As pessoas me perguntam como não me canso disso. E eu fingo aquele sorriso que odeia. Acho que eu me acostumei com essas coisas tristes. E eu não quero. E eu sei que a gente não pode ser o tempo todo feliz. Me conta o quanto você me quer bem. Me mostra aquele amor que vez ou outra você me fala. Me mostra as suas verdades. Cansei de terceiros me mostrarem e você me pedir desculpa e dizer que não se repetirá.
Segura minha mão. Eu não sou forte. Sou fraca e quero muito ser cuidada. Eu preciso de muito carinho.  Um que cure as feridas do meu coração . Nem sequer sinto ódio. Ah! Se você soubesse como me dói. Não me machucaria de novo.  Por onde você anda? Sim. Eu estou procurando aquele que se perdeu aí dentro. Aquele que vivia rodiado de pessoas que o amavam e agora caminha pelas ruas sozinho. Triste. Com um copo e um cigarro entre os dedos.
Olha para o céu e vê o brilho das estrelas.  Escolha a estrela que mais lhe encantar e deixe ela te guiar.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Deveria ser um sonho.

Ela fechou os olhos e desejou que tudo não passasse de um pesadelo. Mas não era. Ao abrir seus olhos lentamente ela viu o que não queria e ouviu o que não desejava ouvir. Ela perdeu o chão. Tudo doía. Nada amenizava sua dor. Estava sozinha. Não podia aguentar. Mas tinha.
Lembrou das estrelas da noite passada e a taça de vinho que estava em suas mãos. Lhe falaram milhões de coisas bonitas sobre a esperança, vida, amor e ela sonhou e quis contar para o mundo o quanto podia ser feliz. Mas na realidade não era o que acontecia  e  seus olhos transbordaram o que sua alma sentia.
Olhando para o céu . Se perguntou por um segundo " por que meus olhos estão abertos se eu deveria estar sonhando? Eu deveria...Eu deveria estar sonhando. "

 [foto google]

sábado, 24 de dezembro de 2011

Chegou o natal.


Os dias se foram e com eles, uma parte de nós. Ficaram alegrias bonitas e aos poucos desmancham - se as tristezas. Nascem as esperanças. Sim. A cada ano um recomeço. Planos para trilhar um novo caminho. Ou algo simplesmente que seja feliz.  Falamos e desejamos amor das diferentes formas. Amor de mãe, amor físico, amor a Deus, amor...amor...amor...
Ando pelas ruas, que estão lotadas. Pessoas sorridentes nas compras das " lembranças " de natal. Prefiro pensar que a felicidade delas não são apenas pelo apego material e sim pelo carinho que a pessoa teve ao lembrar de você. Costumo pensar que natal é um momento mágico onde as pessoas se reunem e se abraçam. Sim. Um abraço que conforta. Rever uma pessoa querida. Em volta, todas aquelas luzes coloridas piscantes. As crianças correndo pela casa. Os sapatinhos na janela e na árvore alguns embrulhos com fitas coloridas. Nas ruas pode-se ouvir as canções natalinas. Alguns caminham solitários, por suas escolhas. Outros choram a falta de alguém especial. Outros simplesmente festejam. Mas que hoje a estrela que mais brilhar no céu, guie nossos caminhos e invada essa noite com muita alegria. Trazendo sorrisos a todos. Muita paz, união e amor. Que todos encontrem um fio de felicidade. Que a distância não impeça as demonstrações de amor e carinho. Que antes que a magia se acabe você escute: " eu te adoro, eu te amo, você é muito especial, nunca iria te esquecer ou Feliz Natal ". O importante é que seja verdadeiro. Tudo o que é verdadeiro é bonito. É inesquecível. Que esse natal seja o mais bonito para todos.




Feliz Natal!!!!!!!!
Obrigado a todos  pelo carinho.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Me vejo em seus olhos.

 " E nas ondas do mar
Eu vi você voltar
E nas ondas do mar
Eu desapareci... " ( Vanguart )


Uma parte de mim esta sem forças. Esta congelada. Como se o tempo parasse  por dentro e  por fora eu continuasse a viver as marcas que ele me traz. Me perdoe te contar assim. Com essas palavras duras, que mais parecem punhais. Sim, eu estou com medo de me apaixonar. O tempo foi longo para recuperar os pedaços que ficaram espalhados pelo chão. E alguns ainda estão perdidos. Não, eu não estou morta. Eu só tenho medo. Mas, você me faz querer viver algo que havia esquecido. Mas eu nem sei se posso. Você não sabe as dores que carrego. Você  não sabe. Mas chegou tão perto. E me tocou de um jeito, que me fez querer fazer cores e promessas outra vez. Tudo que faz é tão bonito. Me faz querer viver . E me pergunto " por que demorou tanto tempo para voltar? " e " por que só agora  viver esse amor? ". Eu esperei tanto tempo para ser salva. Eu me perdi aos poucos. A menina que conheceu foi morrendo...mas ao seu lado eu fico boba. Perco a noção do tempo.Você me faz tão bem. Mas e agora?O que eu faço?Já não sei por onde andar. Meu corpo me leva a você, mas minha mente não permite  te trazer para esse mundo de tristezas e também não quer que você vá embora. Não. Por favor não chore.  Suas lágrimas me fazem sofrer mais. Você é o único que me acalma nessa época de tempestades. Então hoje, segura minha mão. Eu vou fechar os olhos e deixar você me guiar.  Só não vá embora nunca mais. Não importa qual seja minha escolha. Você despertou o que achava que já não era real. Não sei se consigo me levantar outra vez. Por isso, não solte a minha mão. Eu me vejo em seus olhos.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

[ é tudo que vale a pena ]


" levo assim, calado
de lado do que sonhei um dia
como se a alegria recolhesse a mão
pra não me alcançar
poderia até pensar que foi tudo sonho
ponho meu sapato novo e vou passear..." [ Los Hermanos ]




A noite estava até serena. Mas não era completa. Tinha um gosto amargo da saudade. Tinha gente correndo da chuva que inundava as ruas.Umas pessoas usavam guarda chuva, umas só rezavam para que ela cessasse. E outras como ela apenas se desmanchavam. Tudo era muito confuso. Tudo não era nada para ela ali. Só sentia transbordar.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Vasta esperança.

" Perdi os sentindos.Não tenho mais direção.Todos os caminhos me levam à oração " ( Mombojó)



 






Amo minha família. Amo meus amigos. Que esse ano que se inicia tenha apenas momentos bons. Sorrisos. Que fique o que for realmente bonito e quem realmente importa. Que me perdoem as mágoas. Nem quero que perdoem meus erros. Eu já carrego todo seu peso. Tudo na vida muda. As pessoas entram e saem. Umas deixam marcas horríveis. Outras lindas lembranças e outras não deixam nada e só levam . Que tudo que levaram de mim faça a diferença e faça as pessoas felizes. Que tudo que deixei, sejam doce. Que não sobre nada de ruim. Que não haja mais lágrimas. Que não haja mais dor. As pessoas crescem e amadurecem. A menina vira mulher. Os sonhos morrem. Outros nascem, ou não. Nem quero que meus pés saiam do chão,  quero apenas que algo dê certo. Só peço que o peso da vida não me endureça e que só deixe em minha vida quem importa. Se não for para andar ao meu lado, que siga seu caminho. Pois só quero o que for verdadeiro. Só o que for verdadeiro.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Amizade verdadeira.

- O dia esta tão lindo. Mas eu vou andar na sombrinha porque ta quente.
- Eu falei pra você não vir.
- Eu nunca vou deixar você sozinha, você é minha melhor amiga. Vamos ver quem chega primeiro.
- Ai, meu amor! Mamãe esta com dor, tem que ir devagarinho.

- Então eu vou na frente.
- Mas... Mas você não disse que nunca ia me deixar.
- Já volto,tá  (saiu correndo e entrou em casa. A mãe ficou triste, mas depois pensou é só uma criança, minha princesinha)
- ( volta a pequenininha correndo com um copo na mão) cheguei...cheguei
- O que é isso filha?
- Seu remédio. Porque você é muito grande e se você cair eu não aguento, mas eu posso cuidar da senhora pra melhorar.
- ( Os olhos da mãe se encheram de lágrimas)  Obrigado meu amor, você é meu melhor remédio.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Campo de saudades.

" Estou com vontade de te dizer agora
Agora que você está na minha frente
O que passa no meu coração agora
Agora que você me fez tão diferente... "






Para onde foram as estrelas? Era o que ela se perguntava. Era o que ela não entendia. Elas estavam lá até ontem. Estavam lá. Eram seu guia. Era tudo o que tinha de bonito. Sentiu frio. Sentiu medo. Se viu sozinha na rua. Se viu perdida entre rostos estranhos. Viu um mundo vazio.
As pessoas cantavam algo sobre a noite. E falavam sobre uma felicidade. Uma que ela não sentia há tempos. Na verdade sentia, mas não era completa. E sabia que nunca mais seria. Era o que sentia.  As paredes gélidas lhe davam mais frio. Os livros na estante já desarrumada, não lhe enchiam de sonhos. Seus filmes preferidos agoram eram tristes de mais. Lembravam o que não queria mais lembrar. Os dias continuavam passando pelo relógio. Agora tudo era estranho. Como se estivesse em outro mundo. Como se ela não existisse mais ali.
As dores iam aumentando e já quase não conseguia sair de casa. Os dias eram sempre iguais. Ela nunca mais sonhou. As pessoas lhe faziam perguntas e tentavam lhe destrair. Mas ela não conseguia ficar bem. Não conseguia. Já beirava seu aniversário e os amigos cochichavam. Ela já não queria saber. Ela não estaria mais aqui. E eles nem sabiam. Ninguém sabia. Acordou cedo. Na verdade nem havia dormido. Há insônia a consumia. Ela precisava desabafar. Ela não aguentava mais tanto peso. Não sozinha. Era um sonho lindo. Que agora era um pesadelo. Tudo um pesadelo.
As flores dançavam no campo e aquele cheiro de grama molhada. Suas lágrimas não eram mais contidas. Ajoelhou-se próximo a uma árvore. E as dores só aumentavam. Mas lhe doía mais o coração. E como doía. 
Ela não entendia porque havia lhe deixado sozinha. Não entendia porque quebrou a promessa. Ele era a pessoa com o coração mais bonito que ela conhecia. Eles se amavam. Mesmo não concordando em tudo eles se amavam. Mesmo nos dias alternados.Com a voz trêmula ela começou a dizer tudo que sentia. Disse tudo. A raiva, o medo e o quanto o amava. Ele não falava nada. Não podia falar nada. E ela não suportava aquilo doía mais. " Porque você me deixou sozinha? " - era o que repetia. Enquanto perdia as forças.
Pegou o celular e ligou para Luana. Pediu que ela a encontrasse naquele lugar lindo. E Luana não gostava daquele lugar, mas queria salvar sua amiga. Luana chegou com os passos apressados e não conseguia olhar para o lado. Amanda estava deitada debaixo da árvore ao lado do túmulo de Lucas.Ele havia morrido num acidente de carro quando Amanda estava grávida de três meses. Já quase não conseguia falar. Foram para o hospital. Enquanto os médicos tentavam salvar sua vida Amanda sussurou a amiga que segurava sua mão: " Cuida bem dela. Ensina sobre o amor. E conta como ela foi desejada e querida. Que seus pais se amaram muito e a amavam. E quando ela ficar triste,olhar as estrelas.Nunca a deixe sozinha. Nunca deixe Alice. "


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Dia amargo.

" Hoje eu tive medo De acordar de um sonho lindo Garantir reter guardar essa esperança Ando em paraísos , descaminhos, precipícios. Ao seu lado vejo que ainda sou uma criança. "






As vezes sinto um gosto amargo. E não tenho vontade de sequer abrir os olhos para ver se o sol já saiu. Sabe, as vezes, já acho até normal. E começo a sentir falta de mim. É  incrível como uma pessoa pode te fazer feliz e depois triste e vice - versa. Tem dias que vejo flores por onde passo e outras apenas os espinhos. E não pense que é porque quero. Não, eu tenho tentado. Tenho mudado, assim aos pouquinhos. Não é por você. É por mim. E se for lembrar, pense nos versos mudos que fizemos e ainda fazemos. Traga de volta os dias de sonhos e apague os outros que foram sem cor. Já quase não lembro deles. Quase. Quem sabe assim as mágoas não nos deixem tão triste. Quem sabe? Talvez dependa só de nós. Talvez amadurecer represente isso. Mas se eu sumir, não pense que foi por medo. Foi por não querer fazer tanta bobagem. Fraquejar. Mas só em pensar em sumir eu sofro.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Aqueles lábios vermelhos.


Noite em claro. Os olhos ainda estavam inchados pelas lágrimas derramadas. Também chovia. Mas a tempestade vinha de dentro. Seus sonhos estavam presos. Assim como sua felicidade. Se via presa a um passado. Queria uma mudança. Queria um motivo para continuar.
O tempo não mudava e já havia derramado a última gota da garrafa de vinho. Suas lágrimas cessaram por um instante.Como se uma raiva invadisse sua alma e a tornasse fria. Mas por inteiro. Pegou uma caixa estampada com as fotos amareladas do verão passado e espalhou pelo chão. Pisou. Dançou. Riu bem alto. Se jogou de joelhos. Deitou sobre elas e lembrou do céu azul, o mar, os dois... e as lágrimas brotaram novamente. Pegou correndo o isqueiro e acendeu. Ficou por alguns segundos olhando aquela chama que realçava as lágrimas que borravam o lápis preto dos olhos. Pegou um papel vermelho dobrado em várias partes e começou a queimar. Não quis saber o que era. E assim foi queimando cada recordação. Cada uma que lhe fazia rir e depois chorar. E que doía. Eram com certeza as mais doloridas.
Sentada no canto, sentia frio. Seus olhos continuavam presos naquela chama, que agora era maior. E tudo se resumia a cinzas. Juntou tudo com cuidado e bem devagar, pois sua cabeça ainda doída. Abriu a janela, e soprou com o pouco de força que lhe restava as cinzas. E desejou com muita vontade que da mesma forma como o vento levava as cinzas, levasse suas dores.
Colocou um vestido claro e uma fita no cabelo quase negro. Uma meia até o meio da coxa e um sapato alto. Na mala estava só o que era necessário. A estação estava lotada e seus óculos escuros impedia que percebessem aqueles olhos negros inchados. Sentada no último vagão do trem, sentia seu cabelo sendo acariciados pelo vento. Sentiu um leve sabor de liberdade. Pegou um pequeno espelho na bolsa e passou um batom. Seus lábios agora tinham uma cor vibrante. Podia se dizer quase cereja.
Aos poucos começava a sonhar. E quando voltava a realidade, seu lápis deslizava sobre o caderno em cima da mesa. Se sentia feliz, mesmo que dentro dela ainda houvesse feridas que sangravam. Tudo que sabia era que iria tentar recomeçar e com isso seu coração vibrava. Mas o que não sabia, era que no banco ao lado havia alguém que tentava decifrar aqueles lábios vermelhos e gestos tão doces. Os mesmos lábios que a pouco sentia o gosto salgado das lágrimas e agora fazia-se abrigo de sorrisos.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Coisas de Aline


Acordou como de costume e foi fazer o café. Sentou em seu sofá verde e pensou em mudar a cor das paredes enquanto escutava pearl jam, magic numbers, e etc... O sol já iluminava metade da sua sala. Pensou em tudo que havia  vivido ali e tudo o que ainda viveria. Pensou nos erros [ e como errou ].
Aos poucos as pessoas acordavam e a casa perdia o silêncio que ela já não gostava. Tirou a camisola rosa transparente. Desabotoou o sutiã de renda e jogou sobre a cama. Tomou aquele banho demorado que adorava. Abriu o armário para escolher uma roupa leve. O dia estava quente. Pensou em durante a tarde ir na praia. Ela amava ficar olhando as ondas do mar. Mas não iria mergulhar. Pois tinha medo de não voltar. Não podia ir embora agora.
O relógio já avisava que ia ficando tarde, mas ela não ligava. O dia era pequeno para tudo o que queria fazer. E o que não fizesse hoje, faria sem falta amanhã. Se jogou na cama. E rio bem alto e sem medo. E descobriu que não era só sua roupa que estava leve. Ela também estava. E sentiu um frio na barriga. Mas era bom. Era muito bom. Recordou dos sorrisos  e palavras soltas de ontem. Mas também lembrou das tristezas, falsas promessas e não chorou. Não havia lágrimas. Havia algo pior. Havia raiva. E gritou. Pois não ia permitir que aquele fantasma lhe assustasse novamente. Tentou ver de outra maneira. E se deu conta que não era mais criança, mas dentro dela ainda havia uma menina sonhadora. Sua parede não era mais cinza. E podia agora pintar da cor que quisesse. Mas com certeza iriam haver flores, as mas alegres e coloridas.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Diário de Bianca


" Tua flor me deu alguém pra amar..."   (A flor -Los Hermanos)



Descobriu o brilho das estrelas, quando não havia esperança. Viu um mundo novo ou apenas, agora, diferente aos seus olhos.

Bianca pegou seu diário e deitou sobre suas lembranças. Estava longe de tudo e todos. E se ver sobre as nuvens a fez sorrir. Sentiu como se tivesse asas. Fechou os olhos e aquele frio na barriga não passava. Não passava. Mas era bom. Era como se algo de alegria invadisse  seu corpo. E já não sentia aquele vazio que conseguia, ás vezes, ocultar.
O sol estava com um tom alaranjado e o céu não era todo azul. Tinha uma cor de... de... vida. Sim foi isso que ela disse em voz alta. Ao lado alguém beijou seu ombro e segurou forte sua mão. Bia não olhou. Não conseguia desviar seu olhar. Depois de muito tempo, aquela imagem a fez se sentir completa.
Cruzou suas pernas sobre a poltrona e abriu novamente aquele diário. Folheando as páginas, deixou cair uma rosa.  Ela estava ali dentro a anos. Lucas pegou e perguntou quem havia dado. Bia respondeu com uma voz doce, que ele já sabia. O mesmo que a fez chorar. Segurou com carinho e guardou novamente. Ele segurou seu queixo com carinho e olhou em  seus olhos e pediu que ela não chorasse. Ela o olhou com os olhos já com algumas lágrimas, pediu desculpas,e lhe confidenciou que ele a chamava de flor. Lucas acariciou seus cabelos, beijou seu rosto calmamente e fez com que seus dedos se cruzassem com os dela. Bia perguntou sussurrando - " como confiar no amor se um dia morre? " . Lucas ficou em silêncio. Tirou o cabelo do pescoço dela e abriu o cordão que o outro havia dado e que ela ainda usava. Colocou dentro do diário. E falou com calma, enquanto ela o olhava surpresa - " amor? se morreu não era amor."
Aquelas palavras ficaram girando em sua cabeça. Ela fechou o diário e voltou a olhar pela  janela. E percebeu que não importava onde havia começado ou acabado. Não importava. Não mais. Nunca mais ele a faria triste. Porque já não era mais a flor dele. Se levantou e deixou lá o seu diário. Lucas perguntou porque não havia pegado. Ela sorriu e falou que não era necessário. Que tudo de bonito havia ficado dentro dela e jamais seria perdido, mas aquelas páginas amareladas e tudo que havia dentro talvez um dia alguém escrevesse um livro que falasse daquele amor, mas agora ela só queria viver um amor.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ela só queria que o tempo parasse.

" Take me out tonight
Oh take me anywhere
I don't care " [ the smiths ]


  Não queria que no caminho houvesse tantas curvas. E também não queria se perder dele, como tem acontecido. Dias sim e dias não. Mas sabe, as vezes é necessário as mudanças. E isso doía. Ainda doía. Não conseguia tirar da cabeça aquele " Eu te amo para sempre " da semana passada. Estavam felizes e sóbrios. Era um dia comum, mas não pra ela. Ele em seus braços.Os corpos suados. Foi especial. Intenso.
 Lembrou das tardes chuvosas. Dos sorrisos na sala. Do sorvete de menta e da lasanha também. Das músicas altas, dos sussurros pela madrugada. Daquele bombom que ama e que ainda guarda a embalagem na gaveta. Do blusão quadriculado[ que usou ontem para dormir]. Do seu cabelo desarrumado e dos lençóis no chão. De dançar pelas ruas e tomar banho de chuva. Das brigas. Mas da reconciliação minutos depois. De lhe pegar no colo no mercado. De serem acordados pela " au au maluquinha"[sentiu saudades]. De ouvi-lo cantar.De observá-lo escrever. Pensou nos beijos... Lembrou de todos os momentos. Ela lembrou. Ele também e sentiu saudade de si.
 Mas as coisas não tem sido fáceis. Nunca foram pra eles. E as vezes ela nem acredita mais naqueles contos de fadas que lê. Os anos passaram e já não tinha idade para brincar de amores. As responsabilidades  lhes pesavam. As cobranças só aumentavam. As crianças estavam crescendo. Desenhavam casas, flores e a família no quintal. Faziam perguntas que ela não sabia como responder.Talvez fosse mais fácil perguntar de onde vêm o bebê. Elas começam a entender sobre a vida. Perguntam sobre ele. O por que desses dias pela metade. Ela se perdia entre a razão e o coração. E disfarçava com um sorriso. Ele também dizia que estava perdido...Com as dúvidas, dores, desculpas e coisas do coração. Mas o tempo estava passando. O tempo nem sabia quem eram eles. Apenas continuava. E continuava. As vezes ela queria que ele parasse para ela respirar.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Algo a mais.

" Então, de repente, sem pretender, respirou fundo e pensou que era bom viver. Mesmo que as partidas doessem, e que a cada dia fosse necessário adotar uma nova maneira de agir e de pensar, descobrindo-a inútil no dia seguinte - mesmo assim era bom viver. Não era fácil, nem agradável. Mas ainda assim era bom. Tinha quase certeza. " [Caio F. Abreu]





Sabe as mudanças vem acontecendo aos poucos. Bem aqui do lado de dentro. Aquele que você conhece bem. Mas sabe não ando tão triste. E lembro de como sorrir me faz bem. Me faz leve. Descobri que tenho que dar valor para aqueles que são importantes. Os problemas chegam, os dias passam. Ainda chove aqui dentro, mais depois o sol nasce aos pouquinhos. Assim, como se me abraçasse. E o que fica, são aquelas doces lembranças.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Não foi preciso usar as palavras.

A gente sorri. E até finge que esta bem. Quando as lágrimas começam a querer se revelar.

 Naquele  lugar movimentado onde as pessoas se viam, mas não se cumprimentavam. A chuva escorria pelo asfalto sujo. As pessoas corriam para se esconder. Na esquina alguns tomavam café com pouca áçucar. Outros fingiam comprar jornal. Os vidros das casas e carros estavam embassados. Mia esperava que a chuva cessasse. Mas no fundo ela nem pensava nisso. Já era tarde. O telhado ainda fazia barulho com a chuva. Da varanda via as casas belas que a rodeavam e imaginou quão felizes seriam aquelas pessoas. O vento desarrumou seu cabelo. Sentiu frio. Sentiu medo. Não pela chuva, mas pelo que viria depois. Seu telefone tocou. Lucas perguntava porque  ela não havia ligado. Ela só disse -  depois eu te ligo, me desculpa. - Não queria falar. Pois suas lágrimas já transbordavam só em pensar.
O quarto estava em silêncio. Aquelas paredes pintadas de azul lhe traziam paz. Se sentia bem. Mas sabia que iria ter fim. Precisava de um fim. As lágrimas, as mentiras... Tudo que não lhe fazia bem. Fechou os olhos procurando por tudo de bonito que havia em si. Saiu. Não precisou dizer adeus. O seu olhar foi adeus e ninguém percebeu.
Os pingos de chuva apagavam suas pegadas. Entrou no ônibus sem dizer uma só palavra. Seu cabelo caía sobre os olhos. Estava, quase vazio. Sentou no banco do meio. Sua mãe lhe dissera uma vez que era mais seguro. Estava com frio ainda e agora sua roupa estava molhada. Abraçou suas pernas e perdeu seu olhar pela janela embassada. Ela não ligava. Não fazia diferença. Suas lágrimas rolaram outra vez. E alguns até pensaram que ainda era da chuva. Mas na verdade era só o finalzinho da tempestade que havia dentro dela. O que precisava agora era só ficar com o silêncio.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Lápis colorido

 Seus olhos estavam cansados, como seu corpo. Mas um sorriso nasceu. Vivera um sonho. Sim. Tudo havia sido perfeito. Sorrisos. Passos. Mãos. Abraços. Novos laços. As vezes não é necessário toques ou palavras. Apenas olhares.
Os dias passaram rápidos. Nunca foram tão rápidos. Mas também os dias têm sido coloridos. Nem mesmo as palavras duras que ouvira, roubaram as cores. Era tudo tão simples. Como as brincadeiras na escada, as imitações, as caminhadas descontraídas... Simplesmente vivia. E naqueles, conseguia esquecer toda dor. Como uma cura para as cicatrizes cravadas em seu peito. Havia um brilho a mais ultimamente. As vezes se preocupava com esse brilho repentino, mas enfim percebeu que só estava se permitindo se levantar do tombo que havia sofrido. Queria tirar os pés do chão novamente. Queria as tardes de sol, as flores na janela, o céu azul, a leveza do vento...Respirar, entende?
O medo era pequeno comparado ao universo de descobertas. Simplesmente a pegou pelas mãos e a fez forte, quando nada mais era bonito. Quando seus lápis não tinham cores. Estavam gastos. Existem pessoas que fazem bem, só pelo fato de estar ao lado. Você entende? Hoje não vai haver conversas soltas. Nem vai contar sobre o filme novo que assistiu. Mas sabe estava tão bem hoje. Estava feliz. Não se sentia assim fazia tempo. Leve. Algumas lágrimas escaparam e você bem sabia o motivo. Mas passou.  E já sabia o que iria lhe falar . Então pediu que quando a visse, não falasse nada. Só sorri. Porque estava bem. E estaria sorrindo também. Do mesmo jeito que da última vez.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Senti uma vontade de te contar.

Hoje senti uma saudade. Não sei ao certo. Não sei. O dia estava lindo. Meus cabelos agora curtos acariciavam meus ombros. Fiquei tão bonita. Sabe daquele jeito leve e doce. Os passos eram alegres. Entre uma e outra ligação um vento frio me arrepiou. Como se quisesse me levar para aquelas tardes sombrias de novo. Lembrei do seu sorriso. De você me colocando no colo. Dos olhares. Pois as vezes não haviam toques ,nem mãos dadas... o que havia era mais profundo. Era uma cumplicidade. Felicidade. Sim. Eu me sinto bem ao seu lado. Assim, me chamando atenção e brincando também. Eu nem devia te falar essas coisas, mas hoje eu senti uma vontade enorme de te contar um pouquinho do que ta passando aqui dentro. Eu nem sei ao certo o que é. Só sei que a culpa é sua. E quando eu te encontrar hoje, vou te abraçar bem forte. E depois de ouvir tudo em silêncio:
- Então vem rápido. Que eu quero ver o seu sorriso e olhar em seus olhos, te ouvindo repetir cada palavra.

sábado, 22 de outubro de 2011

Deixa eu cuidar de você

" Olha, da primeira vez que eu estive aqui
Foi pra me distrair... Olha, foi então que eu te conheci
Naquela noite fria
Nos seus braços os problemas esqueci. "

Sempre achava que podia acordar e fazer tudo diferente. Mas dessa vez não pode fazer nada. Sentia uma dor que a sufocava como se apunhalassem seu coração com um punhal. Como se sua vida fosse roubada. Sua vontade de viver. Já não importava se seria feliz para sempre ou triste para sempre.
Trancou suas lágrimas [como de costume]. Acorrentou o coração para que não batesse mais. Contornou seu olhos com lápis preto, como se quisesse matar as cores do mundo. Prendeu o cabelo com as mãos e cortou com a navalha e ainda sim eles caíam sobre seu rosto. Pensou por breve segundos cortar os pulsos como fizera aquela outra, mas era fácil demais. Julgo ser para os fracos. E ela tinha responsabilidades.
Seguiu pelas ruas vazias. E o silêncio gritava. Passos marcados. Nada de leve e nem doce. Só havia o peso dos olhos inchados e baixos que cortavam as ruas. Respirou fundo várias vezes , como se buscasse em si um pouco daquela felicidade que sentiu. O pouco que sobrou. Pessoas, abraços apertados, sorrisos...Estava cercada deles. Até sorriu por alguns momentos também. Aqueles homens queriam sua doçura, que ela estava perdendo. Queria outro corpo. Um que não pesasse nada, pois o seu doía demais.
Seus pés deslizavam pelo chão. Os quadril marcava o compasso da música. A roupa colada marcava suas curvas já molhada de suor. A música ao fundo mudou e seus pés vacilaram levando seu corpo ao chão. Todos a olhavam e pareciam preocupados se havia se machucado. Sim. Ela havia se machucado, mas não seu corpo, mas sua alma. As lágrimas se libertaram. Ninguém entendia o que realmente se passava. João a abraçou como se quisesse roubar sua dor. Vanessa segurou sua mão e disse qualquer coisa sobre que ele não merecia aquelas lágrimas. E uma confusão de olhares, perguntas e música a enlouqueciam. João a pegou pela cintura e a levou para andar. Estava tão frio e era tão alto, que reparou que quase podia alcançar o céu. Ela queria ver as estrelas, como amava aquele brilho. Ficou tonta. João sentou ao seu lado e ela deitou em seu ombro. Ele sorriu e disse: " nem quero imaginar você bêbada". Ela também sorriu e olhou aquele sorriso bonito. Ele notou que as lágrimas voltaram a cair novamente e segurou em seu rosto e secou as lágrimas acariciando seu rosto. Ela segurou a mão dele e levantou-se. Ele segurou-a pela mão e disse olhando em seu olhos: " Só deixa eu cuidar de você... um dia de cada vez. Deixa eu te mostrar as estrelas que moram no seu olhar. "


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A tempestade vai passando. E cada gota, se desfaz um pouquinho das coisas ruins. Precisava mesmo lavar a alma. Para que tudo fosse mas bonito. Não que tudo houvesse passado. E não passou. Mas vou desobedecer toda a tristeza que me causaram. Não quero me acostumar com toda essa bagunça.
                                                                      [foto google]

Os sonhos...

 vão invadindo as noites. Vão me trazendo sorrisos. E não foi preciso mudar. As pessoas vão ficando pelo caminho. Levam um pouco de mim. E nem quero de volta. Quero que guardem com carinho. Mas o que realmente importa fica. Fica como tatuagem.Não sai. Percebi que tudo que se baseia em mentiras, mata aos poucos. E você vai morrendo e não haverá nada bonito e nem ninguém para segurar sua mão. Os dias não são sempre iguais. Tem sido até um pouco doce. Começo ver as cores e o pôr do sol. Sorrisos e abraços eternos. Algo em mim gritou pedindo um pouco de felicidade.Acho que acordei assim, diferente.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Ela e Ele

O sol não era tão forte lá fora. E na sala não havia conversas, não havia risadas, não havia. Isso não era o que queria. Precisava daquela conversa, das risadas soltas. Isso a tornava um pouco mais forte. E era o que precisava ser. E as vezes conseguia. Todo mundo a observava e estavam preocupados. Ela não escutava mais música. Não via os filmes de amor. Nem andava pela casa lendo seus livros de amor ou dançando alguns passos que lhe faziam quase voar. Não era mais ela. Ela estava se perdendo. Ela deixou tudo de bonito ir embora. Nem a primavera que tanto gostava fazia seus olhos brilharem.
Agora trocou as palavras doces por palavras frias. Ela que odiava essas leis. Gostava da liberdade. Como gostava. Pensou um dia ser como a borboleta. Mas quando tentou cortaram suas asas. E a fizeram morrer. Não dormia. E quando o fazia era o cansaço. Só conseguia sentir o peso e as horas felizes que tinha e os poucos sorrisos que nasciam em seus lábios eram desfeitos em meio as lágrimas.
Não foi fácil chegar até aqui. Nem aguentar o peso sozinha. E mesmo quando pedia ajuda era assim, sozinha. Ela chorava sozinha também. E as tardes de domingo que eram tão bonitos em família. Era um sonho. Onde vivia um amor. Onde vive um amor. E ele chegou apagando a luz e acalmando seu coração. Pedia para esquecer e só pensar naquele momento. Porque era o que importava.Pediu colo. E a mantia segura também. A menina de bicicleta rosa sorria e sonhava. A pedia para não ir embora. Pedia também desculpas pelos erros. Que queria tentar ser feliz, mas cada vez mais via que não conseguia.Os erros o faziam feliz na hora, mas depois era um peso. É tão difícil formar um lar. Só haviam contado a ela que o amor era uma fantasia. E nas noites em que não conseguia dormir tentava escrever contos de fadas para as meninas e contava quando conseguia. Alguém com olhos doces lhe disse que linda borboleta iria brilhar. E a pediu para deixar mostrar que ainda existe cores no arco-íris. Mas ela havia perdido o pincel e as cores. Tudo que lhe restava era o preto e branco , há e o cinza. Só havia as responsabilidades. Era o que importava. Sua alegria não importava, mas das suas menininhas sim. Sabe ele chegou tão bonito. Ela estava cinza. Ele sentia saudades e ela também. Os corpos logo se reconheciam e se encaixavam. Mas ela queria mais. Queria uma certeza. Ainda estava doendo. E ele nem sabia. Ele havia fugido da realidade. E ela soltou o cabelo para que ele não visse as lágrimas que escapavam vez em quando[sempre]. Ele viu e ela contou um pouco do que sentia e do que acontecia. Ela o fez chorar. E ela chorou.Mesmo não querendo que tudo fosse assim.Silêncio. E aos poucos logo os olhares se cruzavam e os toques eram doces. Beijo doce e outros, outros... Ele voltava agora para a rotina da semana. Ela também. E eles? Ninguém entende, as vezes nem eles. Mas sentem.

domingo, 9 de outubro de 2011

"Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais" [ Los hermanos ]


Hoje não deixo nada além de sorrisos entrar...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Nada além

A vida vai passando e eu queria tanto não existir. Mas isso não posso sequer pensar. Sei dos meus erros e queria não tê-los feito. Mas sei dos poucos acertos também. Ouvi cada palavra da sua boca. As bonitas e as que me cortaram profundamente. Não me peça mais desculpas se vai fazer de novo. E eu acredito em cada palavra sua. Em cada beijo. Cada toque. Ontem senti vontade de ir como as pétalas soltas ao vento.E padecer. Sem destino algum. Que algo de breve me levasse. Já não tenho fé. O pouco que sobrou me roubaram e meu corpo esse me pesa a responsabilidade. Não queria ter que tê-la. E com passos apressados vou em busca de uma tal "rara felicidade". Não tenho planos e nem quero tê-los. Estou presa num labirinto escuro e estreito com  paredes envolvidas até o chão com plantas venenosas. E cada passo é sem volta e pesa toda dor. De quem mais amo aos pouquíssimos "inimigos". E tudo que sinto é que vou morrendo em cada palavra, falsas promesas, atitudes... vou morrendo... e me resta esses papéis e um lápis, que não mudam nada. Nada além de preencher essas páginas em branco.



quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Um pouco de sol


Acho que estou ao inverso. Quis tanto o sol. E tentei escrever coisas bonitas para chegar ao céu e tocar as nuvens. Tentei escrever algo leve como as lembranças doces que tive, mas não era o bastante. Escutei uma música alegre, mas não era o que queria. É eu também estou confusa. Arrumei meu quarto e joguei tudo fora que não me servia mais. Tirei todo o pó. Pintei até as paredes. Coloquei algumas fotos. Aquelas de primavera e de dias coloridos. Deixei espaços no armário e na minha caixinha de emoções. Estava realmente precisando de coisas novas. De lugares novos e... Ah! Deixa acontecer. Quero me surpreender com que a vida pode me dar.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

[Re]começo

A noite vai chegando aos poucos e tudo vai  ficando brilhante aos olhos dela. Como as estrelas, a lua e até as luzes do semáforo. Como ela amava a noite. Assim como amava o dia. Mais a noite, nas ruas vazias ela dançava e cantava também. Cantava músicas de amor. Sonhava com fadas e dragões. Escrevia sobre seu mundo e as vezes reunia as crianças em sua rua para contar as aventuras.
Na faculdade ela andava com seu salto alto, seus vestidos pretos e outros estampados e uma fita no cabelo. Andava pelos corredores lendo seus livros de romances. Sentava no banco com as pernas cruzadas e quando o horário ajudava saia na hora do almoço com sua melhor amiga Bel. Ela era uma amiga muito engraçada. Andava com seu all star, calça jeans desbotada e uma blusa regata. Uma era sonhadora e a outra muito realista. Mas juntas conseguiam dar conselhos e se ajudarem, quando necessário.
Fazia algum tempo que Layla e Bel não conversavam. Os dias tinham sido corridos. E já nem faziam planos de sair pelo mundo. Cada vez era mas difícil ser o que realmente se sonhou e eles vão se perdendo pelo caminho. Layla não estava se sentido bem fazia algum tempo. Na verdade se sentia angustiada. E por vezes se viu chorando de frente para o espelho e brigando com si mesmo por ser tão boba assim. E como queria ser como Bel, ela não era tão sonhadora. E era feliz. Ela realmente queria ser feliz, mas a pessoa que mais confiou e se entregou, lhe fez
sofrer e levou tudo de bonito com ele. Não escrevia e nem contava mais suas histórias. Não queria ouvir música e nem dançava mais pelas ruas vazias. Enviou uma mensagem para sua amiga dizendo: " preciso de você, já não vejo as cores."
Bel chega na casa de Layla e toca a campainha, mas ela não atende. Pega a chave reserva embaixo do vaso de rosas amarelas. Entra devagar. Leva uma cesta com flores, chocolates e um envelope. Layla esta jogada na poltrona em frente a janela com o olhar perdido e enrolada no cobertor.  As roupas estavam jogadas pelo chão. A cama desarrumada e ela nem estava com a fita no cabelo. Ligou o rádio. Começou a pular e cantar. Pegou a mala e começou a colocar um monte de coisas dentro. Layla reclamou e Bel nem ligou e disse: " se tivesse aberto o envelope iria ver as nossas passagens para hoje a noite". Layla sorriu e começou ajudar a arrumar as malas.
No aeroporto, era um pouco de loucura. Onde havia a mistura de sorrisos, lágrimas, pessoas apressadas e uma voz irritante anunciando os vôos. Embarcando olhou para trás e Bel a puxava pelo braço. Mas por um segundo lembrou dele [ isso era quase sempre] e procurou e procurou novamente. Nada além do desconhecido. Era o que havia restado. Abaixou os olhos e sussurrou:
-  Toda história tem um fim... e um fim é sempre um recomeço.

Algum lugar

Ana não queria mais nada além de fechar os olhos e nunca mais acordar. Um dia estava radiante e outro num labirinto escuro e sombrio. Faltam poucos dias para sua partida. Poucos dias para aproveitar tudo que realmente importa.Ela vai perder sua alma. Sua escolha hoje foi certa, mas amanhã iria se arrepender. E ela sabia disso.Não queria mais sofrer e nem fazer ninguém sofrer. Não aguentava ver mais ninguém triste. Não queria ficar nove messes em cima de uma cama e nem encarar tudo sozinha novamente. Queria algo a mais. Queria a felicidade distante. E para isso precisava não mais voltar. As vezes é preciso se perder.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

ao vento

[Eu só queria ter você no coração
Sem ter toda essa tristeza
Em que pese ser amor
Nunca temos a certeza
De que estamos sós, até o fim
] Maglore

O sol já vai desmanchando por trás das montanhas e o vento frio que passa anuncia que as lágrimas já vão brotar. As pétalas das rosas vão caindo sobre o chão e aos poucos tudo vai morrendo e seus pés sobre o macio vermelho quase faz sentir as nuvens. Mas não hoje. Não naquele momento. Queria se reinventar. Se transformar em algo mais bonito e resolveu trancar tudo que ficava dentro do coração e não mais sentir nada. Só sonhar e contar as estrelas mais brilhantes do céu. Se permitir ao novo e o destino que já lhe era distante. Resolveu não ser triste outra vez. Tentou e quase conseguiu. Mas aquele vento, justo aquele vento friozinho que acariciou seu rosto e fez-se sorrir, também trouxe as lágrimas. Tudo têm sua hora e agora era hora de mostrar suas fraquezas e sangrar.  E pensou contar ao vento o que pensava e tudo o que sentia e o abraçou bem forte. Mas acho que ele não ouviu ou não entendeu. Mas parecia que sim. Não era tão triste. E pensou por um momento que não era tão só aquele peso da responsabilidade que tinha de não pensar em si. Mas parece que foi só mais um monte de palavras soltas ao vento. E agora só pede para o vento ir e que só volte se for para lhe ouvir e lhe dar as mãos para criarem sorrisos como os das tardes de verão. Que seus olhos se perderam na escuridão e até o mundo não lhe quer mais.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Efusões

Se sente só, mas sabe que não esta. É apenas mais uma alma a vagar triste pelo mundo. Que perdeu a vontade de viver, que sangra por dentro, mas chora alegria na face que se oculta, para que sua verdadeira alma não transpareça dor.
Sente sua felicidade escorrer pela veia como a água que escorre pela torneira e que por mais que se tente não desperdiçar, uma quantidade significativa se vai. E não volta. Pena, não ser tão transparente como a água.
Apesar de saber o certo, queria algo mais. Algo que não fosse rotina. Gostava do que era diferente. Mas também sabia que podia perder os únicos fios de felicidade que tinha. Não sabia dar nome ao que sentia. Escutava músicas bonitas que falavam algo sobre amor e quase sempre cantava e como cantava bem, mas sempre quando triste.
Contava os dias e como queria que passasse depressa, para quem sabe, chegarem os dias bons e quando tinha não era completo. Sempre faltava uma parte um lado que não podia ter hoje. E assim seguia com os dias ao meio e as cores até se misturavam em cinza, vermelho , azul... E quando se dava conta havia bebido além da conta e contou para alguém do lado que estava cansado de amores, mas no dia seguinte não conseguia ser só. A solidão doía demais. E assim criava seu mundo e se perdia do real. Até ser realmente só. E então transbordava.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Tenho pedido tanto as estrelas. Já nem olho mais pro céu. Só fecho os olhos.  Os dias tem sido corridos e você já nem vê tantas lágrimas. Você tem me feito tão bem. Nossas caminhadas pela noite. Nossas conversas soltas. Suas piadas sem graça. Mais quando me abraça me sinto forte. Você me pediu pra levar minha tristeza. E, as vezes, da certo.  Quase sempre. Ontem eu acho que adormeci. Só lembro de te pedir colo e você sorrir. Acho que foram os vários copos de martíni. E amanhã já nem vou falar tanto dele. Não vou. Vou te falar de mitologia grega  e de músicas. E talvez até deixe você segurar minha mão.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

E com o vento ela se foi. Leve. Ele nem percebeu seus olhos dizendo adeus. Ele não viu quando a menina sonhadora que com um cartão e uma rosa ele roubo o coração sorriu e deixou cair uma lágrima. Ele não viu e amanhã suas lágrimas cairão.  Ela essa noite vai se desmanchar e se pudesse ela não iria ...
                                                                                                                          iria a onde ele fosse



se não houvesse as mentiras.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Se amanhã eu não acordar...

Carta para Amanda.







" Amanda,

 Gostaria de te contar. Apenas te contar. Eu sei que você vai demorar a entender minhas palavras nessas linhas tortas. Mas quero que saiba o quanto você é importante. E jamais deixe que alguém lhe conte ao contrário.
Tudo começou numa tarde de outono. Eu me sentia como as folhas caidas no chão. Quando descobri pela primeira vez que você estava em mim. Sim, eu te sentia. Senti medo. Me desesperei. Doeu. Fiquei perdida.  Estava no momento mais doloroso da minha vida. Ah! Filha. Todo mundo me julgou. Queria morrer. Sim. Isso é horrível, mas como poderia lhe fazer bem se minha vida se resumia a ficar num quarto deitada e tomando vários remédios. Sozinha. Era assim que me sentia.
O médico falou que nós corriamos risco de vida. Tive anjos da guarda que me ajudaram a ficar bem e me distrair. Mas ficar presa a uma cama, não é fácil. Todos os dias eu chorava e perguntava a Deus, Por que eu? Por que agora? Só me falavam que você era meu anjo. Para ter calma. Que toda dor iria passar. Passar?
Os meses se passaram e eu te sentia cada vez mais, te amava cada vez  mais. Quando triste. Pegava a roupinha que havia comprado para você e abraçava. Rezava para o anjinho da guarda me dar forças e pedi que você não senti-se minha tristeza. Não queria que fosse triste. Todos os dias eu cantava para você e lhe fazia carinho. Meu anjinho! Eu te amo muito.
Chegou o grande dia minha flor. Sua madrinha esta segurando minha mão. Estou com tanto medo. Quero tanto ver seu rostinho. Quero tanto te ter em meus braços. Sinto tanta dor. Frio. Estou rezando neste momento. Estou pedindo a Deus que você seja feliz. Que minha felicidade se torne sua. Que me permita lhe ver crescer.  Filha, quero que compartilhe suas alegrias a cada momento e não fique triste por pensar em mim. Eu estou feliz porque tenho você. Sempre estarei com você. Sempre.Te amo sempre, sua mãezinha. "


Esta carta foi escrita por uma mãe para sua querida filhinha. As duas corriam risco de vida. Sim.  Ela queria que sua filha soubesse o quanto a amava, se algo desse errado. Mas hoje elas estão juntas e andam de mãos dadas pelas ruas. As duas. Sua felicidade se resume a Amanda. E quando esta triste basta ver os olhinhos brilhantes de Amanda, pois ali se encontra toda a sua felicidade. E não existe amor maior. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Feito cinzas

Chega assim, meio sem chão. Tinha um sabor salgado nos lábios ainda molhados. Tinha medo. Perder? Sofrer? Não sei. Talvez só o medo de ser só.  Têm andado pelas ruas com os olhos baixos e tentando inventar amores. Sente vazio. Busca por ombros macios e sorrisos que lhe faça esquecer os problemas. Pelo menos pelas noites ou quando a solidão lhe consome. Quando só, chora. Então se enfeita com as Flores. Uma de cada lado. Dias diferentes. Doces e sonhadoras. Personalidades diferente, ou quase, quem sabe? Tem dias bonitos e outros não. Vai se desmanchando como as cinzas no asfalto. E vive de sonhos. Ilusões. E você vai me perguntar qual é o problema? Nenhum. Até começar a usar como fuga da realidade e deixar as responsabilidades de lado. Os problemas vão se acumulando e vai tornando seu mundo em mentiras. Só mentiras. Menti no trabalho, amigos, mãe, pai... qualquer um. Então a vida lhe da um chute na boca do estômago e o ar some. A verdade aparece suave como uma brisa. Apenas começa suave. As pessoas que importam vão embora e resta a solidão. Não existirá nada de bonito mais. Nada de importante. Nada. Não haverá nada.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Só queria que não fosse mais igual.


 O relógio teimava em ecoar pelo quarto. O sol atravessava as cortinas. Não queria levantar. Queria voltar a sonhar. Jogou o travesseiro sobre o rosto e o abraçou bem forte também. Gritou. Levantou-se e escolheu um dos vestidos que mais gostava. Queria estar bonita. Tinha passado os dias triste demais. As malas estavam atrás da porta. Havia deixado aquelas lembranças felizes, mas que também sangravam. As fotos já não estavam na parede. Estavam na mesa perto da janela, junto com alguns livros, CDs, cartas e uma flor. Coisas sem importância. Nunca eram. Na gaveta ainda estava a fita de cetim que adorava e enfeitou seu cabelo. Nos olhos ainda molhados pintou com lápis preto e nos lábios uma leve camada de vermelho. Ficou se olhando no espelho. Rabiscou  -  " [ ...] não pensa que eu fui por não te amar. "
Tudo estava ali. Chorou. Não por ser fraca. Não era isso. Era por saber que não sentia ódio, raiva ou qualquer coisa do tipo. E também não conseguia dizer adeus. E ela tentou por muitas vezes. Mas não conseguia deixar o que tanto amava para trás, mas também sabia que nem tudo que se gosta faz sorrir. Não fazia mal. Lhe fazia chorar[as vezes]. E aceitava porque os momentos que eram felizes lhe fazia esquecer o resto. Mas só estava cansada das tempestades.
Na sala seu pai esperava para irem comprar as passagens. Sua mãe chorava na cozinha. Ela também chorava. No outro quarto suas meninas brincavam e sorriam. Sentou se ao lado delas e contou algo sobre elfos e dragões. E ficaram ali por algum tempo. Esqueceu da hora. Na sala alguém gritou seu nome. Correu para ver o que havia acontecido. Sua mãe sussurrou -  " é José " - Segurou o telefone e respirou fundo. Ficou muda. Não sabia o que falar, até sabia mas não conseguia.
- Oi! Você ta aí? ... fala comigo.
- Oi!
- Você ta bem?
- hum hum... e você?
- normal. Já te falei sobre isso. Vamos sair?
- É... hoje não da. Fica bem...bem...vou sentir saudades gatinho. A...Ad...Até...Te ligo quando chegar. Beijinhos.
- Espera aí. Que aconteceu? Que vai fazer? Me fala...me fala...[ tutututututu - ao fundo só o sinal de ocupado].
Por um minuto Ana pensou em desistir. Mas também pensou que se queria  fazer dar certo precisava ficar bem. Se sentir bem. Quem sabe sorrir um pouco? Não isso já era demais. Não tinha certeza mais de nada. Só que queria correr para vê-lo. Mas seria igual. Tudo igual. E isso não queria mais. Só queria fosse um pouco diferente.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Como filme em preto e branco

Na madrugada, meus pensamentos estavam soltos e tudo se misturava.Me falaram que não é possível ser feliz no amor o tempo todo. Que não existe conto de fadas, que eu tenho que parar de fantasiar e ver a realidade. E falei que tudo que escrevo e que conto em minhas histórias para as meninas são para que eu tenha esperança que tudo pode ser melhor e talvez assim eu acredite no que eu escrevo e faça acontecer o que elas representam. Ai, desculpa mas esse monte de palavras bobas.  É que as vezes eu queria escrever sobre dias felizes como nos filmes só para ver você sorrir.Mas sabe sábado eu fiquei feliz, e quis gritar ao mundo que as vezes o amor pode te surpreender. Não pela noite, sorrisos e alguns goles de cerveja, mas o encanto. Algumas lágrimas. Toques. Confiança.E algo mais que não se conta.Só senti.E veio o domingo. O sol brilhando e nós fugindo entre as sombras. Sorrisos. Abraços...Repousando em meu colo e eu o fazia carinho.Também cuidava de mim. Sabe, foi como em meus sonhos, deitados na cama coberto  por lençóis vendo um filme em preto e branco. Assim. Sem pressa. Como nos filmes...As vezes essas coisas simples tem mais cor. Tem mais luz.
 

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Tem lembranças que nunca param de doer.

 Já havia perdido a noção da hora. Nem importava se iriam reclamar de não ter avisado onde estava. Estava cansada. Só queria se distrair um pouco.Quem sabe sorrir? Talvez as duas doses de uísque ajudasse - pensou.
Algumas luzes do corredor haviam queimado, mas ainda sim conseguia ver sua maquiagem borrada no espelho da recepção. Seu corpo parecia leve, mas seus passos já não eram. Ela tentou não fazer barulho com o salto. Entrou no elevador e sentou um pouco para repousar suas pernas tremulas. Tem que ser muito forte. Lutar. Só que... vez em quando vem aquelas lembranças soltas. Sabe, já não tinha forças. Não mais. Ela realmente queria alguém ou algo  que lhe fizesse sorrir. Sem ter que forçar. Sem ter que esconder as lágrimas que transbordavam [quase sempre]. Mas querer já não resolvia. E fugir também não.
A casa dormia ou quase, já que seu gato a observava. Aqueles olhos amarelos. Em seu quarto os papéis permaneciam espalhados pelo chão. Desejou com tanta força gritar. Tudo ali a sufocava. Os livros de romance e literatura, as fotos na parede ou mesmo no seu antigo diário, o cheiro no travesseiro, os filmes de amor e aquelas músicas. Tudo a sua volta. Precisava respirar. Debruçada na janela tentou lembrar de tudo que lhe fazia bem, mas elas também lhe traziam saudades [logo algumas lágrimas]. Já havia amanhecido. Sua mãe fazia o café. O pai reclamava que não encontrava a blusa que queria ou algo parecido. Sarah continuava na janela vendo a agitação da cidade e como queria não estar ali. Colocou algumas coisas que gostava na mochila. Tomou um gole de café com torradas. Comeu também alguns morangos[ ela adorava morango].Sua mãe a observava. Percebeu os olhos inchados e o lápis borrado nos olhos.
- Filha você esta bem?
- Sim... Não, mas vou ficar...vou ficar. Só preciso de uns dias, para que esgotem minhas lágrimas.
- Sabe. As vezes elas não cessam, filha. Tem lembranças que nunca param de doer, apenas vão perdendo a intensidade.
foto google

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Cor ?

  As vezes minhas                         
                               palavras bonitas 
                                              lhe fazem sorrir e outras, 
                                                                               parecem nem importar nesse mundo sem cores.
                                                              Me perco em pensamentos e sempre 
                               fica um monte de rabiscos.
                             Uma frase sem vírgula,
               sem reticências e nem
        pontos finais, apenas
      palavras invisíveis. Sem
                                                          

                                                         cor.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Eu vi.

Ontem ele me olhou com aquele olhar doce. Estava tão fraca, que não sei se eram as estrelas que refletiam em seus olhos ou se também estava com vontade de chorar.Você não percebeu, mas eu te vi bem mais. Mas do que todas as vezes que disse o que sentia por mim. Vi sua cara feia quando chorei ao telefone. Quando me joguei na cama e pedi para me deixar sozinha. Da sua insistência para me distrair. De simplesmente só querer sentar  ao meu lado e ouvir minhas lamurias. De sentir minha falta e sorrir quando se quer chorar. Eu vi o amor. Vi.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

ya no era.





























Las palabras resbalón de los labios, como las lágrimas de amor. Control de los desejos.Caminho lentamente. Ritmo acelerado. Grito en el silêncio.Choro. Me doy por vencido antes incluso de intentar seguir. Me encuentro encadenado a una roca. No puedo dejar este camino y siempre terminan dando vueltas y voltas.Talvez no todo el mundo. Tal vez hay algo más. Acaba de morir. Un rastro de la locura en sí mismo y el grito más para la salvación, cuanto más corre, pero se perdió, no lo era. ¿O fue una pesadilla Nataly. No lo era.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Essa noite.

 [foto google]


Não olhava as estrelas, mas sentia a lua brilhante no céu. A noite era escura. Os olhos estavam cansados do domingo de sol. Jogados no sofá. Alguém dormia no quarto. Não era tão tarde. Na tv alguém se transformava em boneco de neve. O sono chegava devagar. Assim como a brisa que invadia a sala. Sonhava em cores quando conseguia, pra esquecer ou lembrar alguém. Mas essa noite não era preciso. Estavam ali. Abraçados.Quase não haviam mais segredos.O que se perdeu ficou no passado e o vento levou  em cinzas. As lágrimas se desmancharam em meio a tempestades. Agora a noite já não é tão escura. E o sol já vai nascer. Nos despertando. Nos envolvendo de cores.

sábado, 30 de julho de 2011

As vezes pesa...

Fecho os olhos e seco as lágrimas. Fecho as janelas e a porta. Não quero ver o vento hoje. Nem amanhã. Sim, quero colocar os pés no chão e fazer minhas escolhas. Se é pra viver, ao menos vamos fazer o melhor. Vamos Tornar mais divertido. Colocar um ponto final nas dores, incertezas e lamurias. Tão pouco vou voar com as lembranças ruins. Vou fazer careta como uma menina malcriada e virar de frente para meu futuro. Você entende? Acho que sim, não é? Como ser feliz com problemas pendurados em suas asas? As vezes é tão pesado que acabo me arranhando em alguns galhos secos. Não quero mais. Vou colocar um fim em tudo que me atrasa. Que me pesa. Que me maltrata. As vezes acho que não gosto de mim. Preciso fazer aquela faxina. É que fugi tantas vezes com o vento que na volta nunca desatei os nós das trouxas que ficaram pelo caminho. Nem mesmo tirei o pó dos móveis ou as teias de aranha nas paredes. Até meu caderno  esta empoeirado e com as páginas amareladas[eu até gosto].Queria que soubesse da minha alegria. Sim. Mora no meu peito uma chama que queima. Não sou sempre triste. Não sou. Tenho uma ternura toda minha como a esperança de menina. Uma menina cheia de sonhos. Que quer se reinventar. Fazer o melhor que pode ser todos os dias, mesmo colocando os pés no chão.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Passos, olhares e abraços de uma menina.

Patricia Thomaz

O sol ainda brilha lá fora, mais o vento frio continuava invadir a casa. Cada música trazia mais lembranças. As vezes felizes. Outras não. Tomou um banho quentinho. Sentiu sua alma quase limpa. Quase. Pois ali, quieta. Enquanto a água caía sobre o seu corpo. Suas lágrimas salgadas também a encharcava e acariciava suas curvas.
 Seus olhos estavam cansados. Eram tantas preocupações, dores e trabalhos. Ela se perdia no tempo. Alguém lhe contou histórias felizes e ela até sorriu. Gostou de sentir que podia criar um mundo seu. De se reinventar. Da flor no cabelo e de colorir os lábios de vermelho.
Sabe ela não imagina a força que seu olhar tem. Se soubesse conquistaria todos os seus sonhos. Talvez nem haveriam mais lágrimas. Talvez. Mas até o talvez é vazio. Fica algo vago.
Mas aquela menina com os passos cansados, nem reconheço mais. Ela esta ornada de cores saltitantes pelas ruas, de sorrisos sinceros e abraços apertados. Essa menina ganhou asas e virou filha do vento. E por onde passa deixa a lembrança do seu cheiro. Aí essa menina... essa menina cresceu.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

É, eu vivo por esses momentos.

Ao seu lado pareço criança.Tudo é tão bonito. Ás vezes me desfaço como a fumaça do seu cigarro. E meu mundo perde a cor. Tento encobri as lágrimas com meu sorriso.Mas você me conhece. Me lembro de quando me pegou no colo no meio da rua e disse que sempre estaria ao meu lado. É, eu vivo por pequenos momentos. Eu sei que nosso amor não é perfeito ou nós não somos.Ás vezes dói tanto.Mas não quero alongar  essas minuciosas tristezas. Tenho que fechar os olhos e ver o brilho que esse amor me traz. Sentindo aquela paz tão almejada. Sem o medo aterrorizante de errar. De perder. Quero abri os olhos. E contar as estrelas do céu , comendo marshmallow. Desvendando seus segredos e te aquecer. Quero ainda mais que ontem.  Você entende?

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Nada como estar com  amigos e amor. Final de semana incrível. Romântico, divertido.
Muito feliz!!!!!!  

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Se soubesse...

Você pode subir na maior árvore que encontrar
      E achar que consegue ver tudo, mas não vê.
         Assim como não me viu chorando agora por suas atitudes.
              Sabe toda aquela diversão? Sim eu me diverti, mas passou. Aquela dor? Que dor?
Novos tempos. Novos sorrisos. Amigos e talvez amores.Sabe...
             Eu estou ostentando aquele carinho oferecido. Me disseram que ando evasiva. Evasiva?
                   Aquela menina cresceu. Ela usa salto e mini saia.Mas também usa vestido rodado e meia rendada quando quer. Gosta de passear no campo e andar de bicicleta. Gosta de pirulito colorido e das nuvens de algodão. Quando pode rola na grama e conta as conchas do mar. Cresci. Mas no fundo ainda existe uma menina. Ela me deixa mais leve e também é meu refúgio.
                          Ás vezes, você parece esquecer. Do meu mundo. Do nosso mundo. Você se perde, não sei.
                                  E assim vão se os dias com lágrimas e chega os dias felizes e vice e versa. Nada como o  amanhecer. Novos abraços.
              

quinta-feira, 30 de junho de 2011

rabiscos.

Sentada no telhado de frente para as montanhas.Meu olhar se perdeu em tamanha beleza. Por minutos que perdi a conta, quem sabe horas. Fiquei quieta. Não queria fazer nada. Não queria ouvir ninguém. Havia calado demais. Não mais. Ouvi os pássaros cantar e o vento embalar as folhas.Meu cabelo desgrenhado. Quase pude sentir suas mãos acariciando meu rosto. Mas foi apenas um desejo incontrolável de te ter aqui. De segurar minha mão enquanto passeávamos no parque ou quando simplesmente sentia medo. Sinto falta de te contar sobre o meu mundo de fantasias e das aventuras que enfrentei. Você dizia que eu sonhava demais. Que tinha medo do futuro. Que por mais que minhas palavras formassem histórias bonitas, elas são bem diferentes do outro lado da minha  janela.Achei que fosse por causa das decepções que havia sofrido [sentei na janela] , mas não era. Não era. Eu também vi. Eu vi. Você soltou a minha mão para que eu voasse.  Eu voei. Encontrei outras mãos para segurar. Outros braços para me proteger, mas senti sua falta. Chorava em silêncio quando conseguia me esconder. Vi as nuvens de algodão, as luzes vibrantes da noite...Ganhei cicatrizes profundas. Me senti pequena. Fria. E não importava os copos de whisky , mudar a cor das unhas e do cabelo,  nem mesmo as piadas dos amigos. Quando colocava a cabeça no travesseiro, ainda estavam lá todas as lembranças. Eu sei você não entende. Mas acreditei tantas vezes em ilusões, que não sei onde encontrar essa tal felicidade. Não sei se agora é verdadeira. Eu quero acreditar. Sabe, depois de algum tempo também conheci novos rostos, mundos desconhecidos e meu coração vai cicatrizando aos poucos. Algumas pessoas parecem anjos em nossas vidas[Você sempre será]. Mas alguns nos fazem sentir tão especiais. Nos fazem fortes.Nos fazem enxergar novamente. Não queria ficar tão longe e me desculpa as palavras duras, mas as vezes queria que me compreendesse, mas nem eu me compreendo.Luísa esta no quarto com suas bonecas e Ana deitada em meu colo. Elas são as únicas coisas que me mantém aqui e você sabe. Te faço triste, mas as vezes, machucamos quem amamos, apesar de não querer. Mas  aquelas inocentes gargalhadas pela casa aquecem o sangue que correm por minhas veias e assim não fica tão frio. Pelo menos, até ficar sozinha. Consigo ouvir o silêncio. As cortinas começaram a balançar e trazer um som conhecido. Eu adorava aquela música. Me fez lembrar mais ainda de você. Você adorava me ver dançar. Corri para pegar na caixa empoeirada em baixo da cama, aquelas sapatilhas já gastas. Saudades. Mas saudades de você. Quem iria me ver agora? Quem? Me ajoelhei no chão pálido. Amarrei minha sapatilha. A saudade transbordou.Precisava dançar. Meus pés começaram a rabiscar o chão. Em seguida o ar. Tudo tão leve e envolvente. Meu cabelo caia sobre meu rosto, mas eu gostava. O céu se abriu e se preencheu de azul. Os raios que cortavam minha janela mostraram as cores vibrantes dos rabiscos que fiz.Vi além. Vi meu coração. Eu sorri. Gargalhei e até chorei. Ana e Luísa estavam escondidas atrás da mesa me olhando, quando ouvi elas rindo baixinho. Olhei para elas e vieram correndo me abraçar e caímos no chão.Eu sei que você viu. Sei que sentiu também.


[te amo Mãe]

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Jeitosa


Jeitosa

Essa menina-moça cabelo de fogo
Tem gosto pela cor do sangue
Pois na essência ela é madura
Uma mulher carioca segura
Tem esse olhar sensual e verdadeiro
Uma boca sensível e sedutora
Pinta as unhas e é felina
Arranha-te e marca até a alma
Mas fascina e encanta com calma
Quando sorri ilumina e atrai
Se brava sei de perto, destrói!
Mas nada de violência e sim
Argumentação e vocabulário
Mas pouco acontece, todos amolecem!
Com o jeitinho de menina
E o encanto das curvas maravilhosa
Desde linda mulher jeitosa
E o feitiço da presença gostosa

Ulisses Reis®
03/05/2011

Para Patrícia S2

sábado, 4 de junho de 2011

turvo.

Um porta retrato empoeirado, a noite fria e o coração vazio. Não sabia o que mais doía. Era início de Setembro. As ruas tinham passos apressados e sombras de pessoas abraçadas em meio a névoa da madrugada. Na esquina alguns jovens cantavam uma música que falava de amor. Já não sabia mais o que significava essa palavra ou só não queria mais sentir. Encostou no balcão perto dos jovens. Acendeu um cigarro amassado. Começou a beber. Sentiu os olhos cansados. Passou a mão pelo cabelo que caia sobre seus olhos e percebeu sua barba áspera. Sentiu o peso da noite turva. Ela não estaria mas em casa o esperando. Não haveria sobremesas e nem os pés aquecidos.  Não haveria as brincadeiras pela casa, as roupas no chão ou o cheiro das rosas. Não haveria mais as lágrimas. Aquelas que ele escutava atrás da porta do banheiro. Não haveria mais nada. Nada que o prendesse. Nada que o fizesse amar novamente. Nada que o fizesse ser completo novamente.Tudo de bonito que tinha, havia lhe escapado pelos dedos. Sobrou a casa vazia,as estrelas pálidas. Os fios de cabelo já sem cor. O nada.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

ponto final.

Parecia um filme com cenas curtas e no final um gosto amargo do receio. Viu sonhos que poderiam nunca se realizarem .Então, começou a escrever algo que a fizesse mudar tudo. Mas não mudava nada. Nada. Sempre que aquelas cenas lhe viam a mente o final lhe fazia chorar. E pensou em como queria sentir o coração vibrar. Se sentia pela metade.Talvez porque nunca disse adeus. Talvez porque ainda o amava. Talvez... Talvez... Talvez já não a bastava,era vago demais. Respirou fundo como se lhe houvesse faltado o ar. Começou a desenhar no guardanapo. Atrasado, como sempre, ele beijou-lhe e acomodou-se ao seu lado como se tudo estivesse normal.
- E aí? Peço o que para você?
- Já pedi. - (cansada, ela só pensa em gritar para ver se ele presta atenção)
-To morrendo de sede.
-Também. -( Ela bebe seu drink de uma única vez. Tira o cordão que ele lhe deu e joga dentro do seu copo de whisky.)
- Porra! Você ta maluca?
- Nunca estive mais sã. - ( Levanta e soltas os cabelos. Beija os lábios vermelho do moreno sentado no balcão do bar, que a olhava fazia horas.)
- O que pensa que esta fazendo? - (a puxando pelo braço)
- Vivendo...vivendo... Obrigado por tornar mais fácil esta noite. - (sai pela porta sorrindo e pega um táxi.)
- ( Ele corre para alcança-la, mas não consegue. Só encontra no chão um papel escrito  ADEUS)


Outras intensidades

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