quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Confissões ao vento...


Estendo-lhe os braços quando desperto entre sorrisos. Logo percebo que é em vão, ela não me ama. Espero-a na varanda, como de costume, só para ver o brilho dos seus olhos, mas hoje é o dia que seu amado me rouba a felicidade. Sei que não posso ficar ocioso, mas ao mesmo tempo não consigo fazer nada.
O verão está maravilhoso, só chove. Ir a praia já saiu dos meus planos. Busco a fuga em filmes de ação, mas a única imagem que permanece é a dela. Sem dúvida, isso vai passar. Mas enquanto esse vazio não passa, resolvo correr na chuva que lava as ruas e disfarça minhas lágrimas.
Tem alguns dias que não a vejo e isso me inquieta. Será errado? Será que devo tocar a campainhia? O sol já esta se pondo atrás das montanhas e isso não me encanta como antes, não depois de passar as tardes conversando com ela no jardim, no meio das rosas. Tudo isso é tão... Lá esta ela com seu vestido roxo rodado, mas com o olhar triste. Permito-me chama-la. Como me fez bem ver que naquele momento o sorriso era para mim, fiquei em êxtase.
Desci correndo a escada, me faltou o ar. Queria abraça-la e sentir seu doce perfume.Roubei uma rosa vermelha do jardim e coloquei em seu cabelo.Ficou vermelha e tão meiga.Parecia ansiosa, olhar perdido, como se  esperasse alguém e eu poderia imaginar quem...Foi então que o viu chegando e seus olhos brilharam . Fiquei sem ação. Ela se levantou. Beijou-me o rosto e saiu correndo ao encontro dele.A rosa caiu do seu cabelo e parecia perder a cor, como eu. Como queria ser ele, como queria Deus tê-la em meus braços ao menos uma vez.

Outras intensidades

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