quinta-feira, 25 de novembro de 2010

parte II

...Estava cantando.Na verdade esperei o dia todo por você. Que bom que você voltou. Mas onde foi mesmo que parei? Ah! Sim...Realmente Natan era diferente de todos que conhecia.Ele me entendia e gostava das mesmas coisas que eu...Isso me assustou muito...
Todas as tardes ele ia para sua aula de boxe.Um esporte "agressivo", mas ele dizia que era um jeito de aliviar os problemas do dia-a-dia.Nunca deixava eu ir, também eu tinha curso de espanhol e muito trabalho...Não é verdade, eu sempre quis ir. Por que? Eu sempre me perguntei. Então fui escondida, me senti num filme de espião(rs). Me vesti de preto dos pés a cabeça, pois é, bizarro.Peguei um táxi e o segui. Entrei na academia e fiquei assistindo de longe seu treino.
Uma bela jovem entrou na arena e o abraçou. Ele a pegou no colo, enquanto ela acariciava seu rosto.Isso me revoltou. Minha cabeça estava doendo demais para pensar. Foi ai que corri até o encontro deles e gritando perguntei se era por isso que ele não deixava eu ver os treinos, se era para esconder a namoradinha "patricinha".Ele sorriu. Me deixou com mais raiva e sai batendo o pé como uma criança que não ganhou o doce que queria. Me puxou. Nossos rostos se encontraram. Ele roubou meu ar.Empurrei-o com força, mas não consegui afasta-lo os km que gostaria. Foi quando pela primeira vez pude olhar dentro de seus olhos...Fiquei encantada,mas depois me assustei e sai correndo chorando pelas ruas. Me tranquei no quarto e fique lá por dois dias...Não podia  mas vê-lo, não podia.
Minha mãe ficou preocupada, já que não comia e nem saia do quarto. Ela nunca me viu assim.Sentia uma dor horrível,não sei bem onde,mas sentia. Meus olhos estavam inchados, cabelo despenteado, unhas sem fazer e um quarto cheio de papéis com as tentativas de pedir desculpas.É o que eu devia fazer e não tive coragem. Sabe quando olhei em seu olhos, vi que ele era lindo, mas cego de um olho e por isso não me deixava ir aos treinos porque lá ele não podia usar os óculos. Aquela jovem, era a irmã dele. Quanta vergonha.
Na manhã seguinte ele veio a minha casa e conversou com mamãe que o deixou subir. Bateu em minha porta e antes que eu falasse qualquer coisa me pediu desculpas por ser tão burro e não ter me contado. Não entendi, eu que deveria pedir desculpas. Escorreguei pela porta e fiquei ouvindo sua história. Tão triste. Então o silêncio invadiu o espaço. Abri a porta e ele não estava mais lá. Havia uma rosa vermelha com um laço lilás escrito - "eu te amo". Sai e o vi virando o corredor. Antes que descesse as escadas o abracei. Ele me olhou tão envergonhado. Acariciei seu rosto e o beijei. Nossa! Não acredito ainda que fiz isto. Mas fiz e gostei. Tudo era tão leve. Ainda com o rosto colado, sussurrei em seu ouvido - " Isso é o amor? ". Ele respondeu- " É só o começo".
Se você me perguntar se agora entendo o amor, vou responder que não.Mas se me perguntar se o amo, vou responder sim.

Outras intensidades

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