terça-feira, 28 de setembro de 2010


Amor,
hoje acordei com meu corpo molhado de suor e lágrimas. Senti uma dor tão forte. Gritei, mas só me acalmei quando pude deitar no seu colo. Não me lembro bem  exatamente como começou, mas me lembro de caminharmos de mãos dadas na praia e deixando pegadas na areia. Era tanta paz. Era muita luz. Eu sei que a claridade lhe incomoda, mas você sorria e cantava e eu dançava com aquele vestido branco que adora e uma coroa de flores.Ficavamos brincando e depois sentados nos beijando. Tudo era mágico. Então peguei uma das flores que enfeitava meu cabelo, era um cravo vermelho. Bejei-o . Coloquei em suas mãos e juntos seguramos. De repente o cravo quebrou como um espelho, seus cacos me cortaram e tudo que sentia era dor, mas não dos cortes e sim no coração.Meu sangue se misturou a areia e tonta só sentia vontade de fugir dali.Corri, mas não conseguia ver nada até que cai . Você correu ao meu encontro e me pegou no colo, meu sangue sujou sua camisa cinza. Me abraçou com tanta força. Senti suas lágrimas molharem o meu rosto, mas não conseguia acordar.Só sentia dor e cada vez sangrava mais. Entrou comigo no mar e enquanto me olhava ia mas para o fundo até parar e lentamente me soltar. E você ficou ali chorando, me vendo partir.
Não me lembro de todos os detalhes, mas sei que essa angustia não sai do meu peito e tudo que faço parece não fazer efeito. Foi um sonho, talvez um pesadelo, mas permace aqui meu amor.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010



Vem...
Hoje não quero falar de amor
Hoje você tem a chance que pedia
Então desligue o celular
Corra e
quando chegar grite meu nome.

Vem...
Hoje quero aproveitar cada segundo
Hoje minha alma esta leve
Então tire meus pés do chão
Sorria
Pois hoje meu sorriso é seu

Vem...
Hoje coloquei meu vestido rodado
Hoje quero andar descalça
Então me pegue no colo
beije-me e
Faça esse segundo ser eterno...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Não tem explicação...



Flávio era um cara simpático, não era popular e também não era bastante paquerado, mas seu olhar e sorriso encantaram Sofia. Ela era uma moça simpática, popular e bastante paquerada, mas isso já havia lhe trazido muita dor. Eles faziam o mesmo curso, mas quase não se falavam.
Aos poucos fizeram amizade. A turma era alegre e divertida. A afinada só aumentavam entre os dois, mas flávio era timído e sabia que ela tinha um " namorado engomadinho". Isso, porém, não impediu a aproximação, sempre iam para o ponto juntos, mas em direção opostas.Já era natal e o curso ia entrar de recesso por 2 semanas, no final da aula Flávio entregou um envelope e pediu para que sofia só abrisse quando estivesse sozinha.Ela abriu. Era uma declaração de amor, ela ficou sem ação e só contava os dias para começar as aulas...
Os dias passaram rápidos; No primeiro dia só ficou o silêncio entre os dois. No final da aula Sofia chamou Flávio e foram em direção a cantina. Ele não falou nada, nem a olhou, apenas seguiu, a mão soava frio. Começaram a conversar, mas várias vezes ficava um silêncio e dúvidas.Ele queria uma resposta, ela um tempo...
Então ele segurou as mãos delicadas de sofia, a olhou carinhosamente, sorriu e disse- Vamos. Sofia não entendia o que estava acontecendo, mas sentia uma felicidade inexplicável. Sorrindo o chamou e beijou-lhe. Ali ficaram por um tempo até um funcionário chegar e avisar que já haviam fechado. Sairam pelas ruas de mão dadas, sem rumo, sem planos, só sendo felizes...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

... Sombras ...



Ela chegou na casa de praia
Sabia que não havia ninguém para dizer o que é certo
Trancou as portas
Se perdeu com a imensidão do azul
Por segundos sentiu paz
Até ver a rede na varanda
Fechou as janelas
Não queria mais ouvir o vento
Ele podia assobiar, cantar, gritar...
Ela só queria ouvir seu coração
Estava fraco
E tudo parecia querer lhe fazer desistir
Desabou no chão da sala
Lá transbordou todas suas angustias
Incertezas, mágoas e felicidades também
Ela tinha um amor
Uma amor verdadeiro, mas nada convencional
Todos os julgavam
Ela estava com tanto medo
Correu para o quarto
se escondeu debaixo do edredom
Não era medo do monstro verde do armário ou debaixo da cama
Nem mesmo aquele fantasma assustador do corredor nos dias de tempestade
Eram as sombras da realidade...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

...Mulheres...




Para mulheres exemplares

Tenha sempre presente que a pele se enruga,
o cabelo embranquece,
os dias se convertem em anos...
mas o que é importante
não muda.
A tua convicção e força interior
não têm idade.
Atrás de cada linha de chegada,
há uma de partida.
Atrás de cada conquista,
há um novo desafio.
Enquanto estiveres vivo,
sinta-te vivo.
Se sentes saudades do que fazias,
volta a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amareladas.
Continua
quando todos esperam que desistas.
Não deixes que enferruje
o que existe em ti.
Quando não conseguires correr atrás dos anos,
marche.
Quando não conseguires marchar,
caminhe.
Quando não conseguires caminhar,
use uma bengala.
Mas não te detenhas...
Jamais!


Madre Teresa de Cálcuta

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Estou só...

querendo viver
   amando demais
                sonhando
        sofrendo também
desvendando prazeres
    sendo feliz...
 e só.

sábado, 4 de setembro de 2010

Motivo

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
_ não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
_mais nada. 


Cecília Meireles

Outras intensidades

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