sábado, 16 de janeiro de 2010

Em busca de segundos de liberdade

Era fácil notar as olheiras em seu rosto. As noites eram chuvosas e a tristeza era sua companheira de quarto. Quase não se notava sua presença a não ser pela música que ecoava ao fim do corredor. Ingrid era jovem mas em seu coração carregava marcas das dificuldades de sua vida que a faziam sofrer.

Ingrid não dormia bem haviam 4 dias. Fazia da madrugada sua companheira, se entregava a suavidade do orvalho que se misturavam às suas lágrimas.Se achava livre durante a noite pois não se ouvia nenhuma voz e não haviam pessoas para sentir pena de sua melancolia. O sono não chegava e a angustia novamente invadia seu coração.Um grito, um gemido e uma suplica se perdia em meio ao vazio.

Um novo dia surgia e Ingrid sabia que novamente não iria ter paz e retornava ao seu quarto com a solidão que lhe acompanhava, não se ouvia ruído, a não ser a voz trêmola que gritava em seu coração. Ninguém podia lhe ajudar a não ser ela mesma,pois sua alma padecia e o pouco de alegria que restava não a consolava.

Sua esperança se perdeu no vento, já não lutava mais com o tempo pois ele não compartilhava de suas dores. Para ela só existia uma cura e essa não se encontrava em suas mãos.

Outras intensidades

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