quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


Dia longo e sem graça que se estende preguiçoso nos braços da solidão que expira...

Sim, meu amor! A noite segue, o vento desfolhando as rosas, roubando o perfume do meu jardim triste. Ele vem de longe para sussurar seu nome, de países banhados pelo sol que irradia amores, onde outras línguas são ditas. Me perco imaginando o universo pensando em você. Meu coração implora por paz, essa dor não cicatriza.
É madrugada, presa em um quarto vazio de uma rua deserta numa cidade qualquer. Embriagada após um dia cansativo, por um sono interrompido. Uma música, por saudades...lembranças em uma caixa.
Vai passar?
As horas passam, continuo aqui. Como demonstrar o que sinto de forma que entenda? Como ajudar a confusão que acontece com ele?
Existem momentos em que tudo parece voltar ao seu lugar. O mundo parece não se importar com minha dor. Ele é inerte aos problemas do cotidiano, ele apenas segue.Só penso no que fazer a cada minuto da minha vida. Hoje se eu for a um velório já não me importa ver as pessoas mortas dentro de um caixão e sendo jogado por cima de sua pele pálida a terra que irá cobrir os vestígios da imperfeição humana.
A morte não me assusta como antes, hoje para mim é aliada, quando não existe mais nada a ser feito.Me mata aos poucos esse sentimento que atormenta minha alma e desequilibra minha calma.
Pois se...
Ele investe, eu afasto...
Eu me desculpo, ele foge...
Eu exijo, ele ri...
Eu grito, ele se irrita...
Ele se desliga do mundo, me mata ...

Ele pergunta, não encontro as respostas...
Ele se revolta e eu me dessespero...

Ele embala uma canção, ouço seu coração sangrar.

Outras intensidades

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