quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Sonho real


Era madrugada, a areia estava fria, meus lábios pálidos tremiam. Mas nada me faria sair dali, pois lhe esperava para juntos vermos o pôr-do-sol.
Olhava para os lados a sua procura mas somente o assobio do vento prevalecia, podia ouvi-lo cantando seu nome e um sorriso sem graça nasceu em minha face, mas percebi que era meu subconsciente  que aguardava sua chegada. O dia vai nascendo e começo a entrar em dessespero em pensar que você havia me esquecido. Levanto e começo a correr na beira do mar segurando meu vestido longo e branco. Começo a chamar por seu nome na vã esperança de você escutar e o eco da minha voz me atormenta.
Lágrimas começam a rolar no meu rosto e tropeço em meu vestido em meio ao desespero quando olho para trás na esperança de te ver. Me vejo no chão, coberta de areia pelo corpo, não tinha forças para me levantar, minhas pernas estavam  paralisadas. Tentei me acalmar, por um segundo o mundo parecia silenciar. Sentei sobre meu joelhos e olhando para o céu  pedi para Deus me consolar.
Escrevi seu nome na areia, mas as ondas apagaram. Novamente escrevi meu nome com o seu para minha tristeza a onda levou. Gritei...Chorei...E percebi que meu vestido estava manchado de sangue e de repente uma poça de sangue se formou ao meu redor...Levantei e entrei no mar para lavar meu vestido e aquele sangue deixava seu rastro enquanto ia cada vez mais para o fundo e lembrei de nossos momentos. Quando percebi estava longe da praia lembrando então de meu pânico de não saber nadar.Lhe avistei e gritei para você me salvar, mas cada vez que eu tentava gritar as ondas tentavam me esconder, até que perdi as forças e me deixei levar pelo mar. Quanto mais fundo, mas escuro e silencioso meu mundo se tornava.

Me desesperei por não me despedir...

Acordei em prantos e gritos, olhei para o lado e você não estava, então percebi que era um sonho.
Mas um sonho pode se tornar realidade...

Outras intensidades

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