domingo, 30 de outubro de 2016

Sapatilhas azuis




Os passos são leves. O vento, as folhas caindo da árvore. Poeira nos olhos e sorriso nos lábios. Poderia ser um dia qualquer, mas respirava qualquer coisa de alegria. Qualquer coisa de bom. Talvez fosse a calmaria das sapatilhas azuis. Só queria conquistar o mundo. Só queria a sua paz. Não precisa de muito. Apenas o que lhe faça transbordar.
Braços abertos, como se a liberdade penetrasse em cada poro do seu corpo. Então, ao longe. Um olhar. Aquele que refletia tudo o que ela sentia.

sábado, 25 de julho de 2015

As linhas. Os detalhes. Eu queria que as fotografias mostrassem o que vejo,mas me escapam pelos milésimos de segundos entre um piscar de olhos. Pudera eu ter a sorte de registrar aquele sorriso no canto da boca. A mecha de cabelo deslizando lentamente pelo rosto. Ou brilho daquele olhar. Como se não houvesse mas nada de belo. Como se o mundo parasse e aquela fosse o único fio de alegria que existisse. Simples e bonito. Mágico.

domingo, 17 de maio de 2015

Sem título

Terça feira de uma tarde qualquer. Dessas sem cor, sem cheiro, sem "nada". Apenas a velha rotina de casa trabalho e vice versa. Não que fosse sempre chato, mas sem nenhuma surpresa. Totalmente insipida..

O metrô estava lotado. Uma jovem,  atrapalhada, esbarrava em todos que estavam por perto. Ou será que queria apenas achar um banco vazio? Acho que pode ser isso. Bem... Escutava música alta e olhava fixamente para o celular. Na verdade quase todos olhavam para o celular, ou para o chão cinzento e já sujo do metrô. Como se tivessem perdido algo. Querendo chegar ao seu destino. Ou apenas cansaço.

Do lado esquerdo. Bem no canto. Um homem de chapéu bonito, calças mostrando as meias brancas e o sapato preto bem engrachado alternava um ritmo quase imperceptível. Cabelo  grisalho,  nas mãos um bolo de papéis envolvidos em um papel avermelhado, os olhos bem vivos que brilhavam e na boca um sorriso doce.  Aquilo me prendeu. Cantarolava baixinho. Fiquei observando. E ao vê-lo descer na estação seguinte, aquele sorriso nasceu em minha boca. E já não era um dia qualquer.

domingo, 23 de novembro de 2014

E hoje eu quero o brilho das estrelas. Quero seu sorriso mais bonito. Quero descansar sobre seu peito e esquecer o mundo lá fora.

Confusão

Abro os olhos para ver o céu. Mas não consigo ver. Parece vários pontinhos brilhantes que confundem e me fazem esfregar os olhos. Já não sei bem que horas são. Será 8 ou 9? Pouco importa. Talvez uma xícara de café.

A casa vazia. A porta range e ecoa pelo corredor. O espelho mostra algumas olheiras profundas, mas companheiras. Cabelos desgrenhados, até que bonitos. Sorrio sem perceber, como se não houvesse dor ou vazio. O rádio sismou em tocar a nossa música. Senti saudades. Daquelas que fazem o coração sorrir e sangrar. Mas tudo bem. Eu me acostumei.

Senti vontade de comprar torta alemã. Mas hoje? Não abre a doceria da esquina. Pensei em te ligar, mas ainda era cedo. Pensei em te raptar e irmos para nosso jardim, mas choveu e você não gosta de chuva. Resolvi ficar quieta e não fazer nada. Mas o nada é triste. Então fechei os olhos e decide tentar sonhar. E sonhar era o mas perto que podia chegar de você agora.



terça-feira, 4 de novembro de 2014

Entre as paredes

Era tudo calmo. Tudo. Na cor gelo. E tons acizentados. Não havia mais outra cor. Nem o batom vermelho perdurava na boca de Ana. Como se nada fizesse sentido.
Era meado de outubro e o sol teimava em atravessar a janela. O corpo clamava por qualquer tipo de sombra. Mas Ana gostava do sol. Da energia. Do calor que transbordava qualquer gota de alegria.
Eram flores. Sorvetes. Músicas e fotos. Era um sentimento puro. Sem mais e com tudo mais.Era saudade.
Final de outubro já não havia mais flores. Chocolates. Bolos. E as músicas já não se ouvia. Podia ser a chuva do final de semana . Ou o sorriso de Ana que se apagou. Era só isso. Não. Não era mais.

Outras intensidades

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